12 de junho de 2019, 09:26

EXCLUSIVADecisão do TSE golpeou duramente plano de permanência de Rui Barata Filho no TRE

Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal

Rui Barata Filho teria ficado mal na fita, segundo se comenta na Justiça baiana

A decisão do Tribunal Superior Eleitoral de acatar recomendação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) impedindo parentes (especialmente filhos) de desembargadores de pleitearem vagas em Tribunais Eleitorais (TRE) deve ter tido sabor especialmente amargo para o juiz eleitoral Rui Barata Filho, um dos protagonistas do caso sobre o qual o TSE se debruçou ontem.

Afinal, segundo comentários que circulavam tanto na Corte eleitoral quanto no Tribunal de Justiça baianos, dos eleitos para a lista tríplice derrubada pelo TSE ao firmar o entendimento de ontem, o filho da desembargadora Lígia Ramos era o único que vinha se vangloriando antecipadamente de que seria reconduzido à posição de magistrado eleitoral.

Suas certezas de que atropelaria a posição firmada pelo CNJ, invocando sua especialíssima, diga-se de passagem, condição de que juiz que pleiteava uma recondução, envolviam desde a decisão do Tribunal Superior Eleitoral, formado pelos ministros que decidiram sobre o conflito, até o presidente Jair Bolsonaro (PSL), sobre quem teria propagado já estar fechado com sua indicação.

Diante de tantas certezas, que o juiz passara a espalhar entre aqueles que o conhecem, não espanta que Rui Barata Filho tenha ascendido à condição de figura, além de comentada, poderosa. Moinhos de vento. Teria sido melhor que tivesse mergulhado sob cautela e calçado as sandálias da humildade, seguindo o script da escola muito bem sucedida do presidente do TRE, desembargador Jatahy Fonseca, que fazia gosto de sua manutenção na Corte Eleitoral.

Deve, talvez, ter se fiado em pelo menos uma força poderosa que logrou atrair como aliado em Brasília. Mas errou feio.

Agora, além de desengavetar seus pertences para deixar o TRE, Barata Filho terá que se desincumbir da desagradável tarefa de justificar para aqueles que compraram sua idéia de que, simplesmente, enganou-se. Quanto àqueles que, desconsiderando o louvável princípio que norteou a decisão do TSE e do CNJ, votando nele ou defendendo o seu nome para o TRE, terão que contentar-se com o fato de que a fila na Corte baiana terá que andar.

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