15 de abril de 2019, 11:50

BRASILProcuradoria quer em Curitiba investigação sobre propinas para políticos do MDB

As investigações contra políticos do MDB por suposto recebimento de ‘vantagem indevida’ das empresas NM Engenharia e Odebrecht Ambiental devem ser enviadas para a 13.ª Vara Federal de Curitiba, base e origem da Lava Jato. O entendimento da Procuradoria-Geral da República é de que os fatos investigados no Inquérito 4.215 ‘estão associados diretamente ao esquema investigado pela operação’. As informações foram divulgadas pela Secretaria de Comunicação Social da Procuradoria. A manifestação foi enviada na sexta, 12, ao Supremo, em contrarrazões ao agravo regimental – recurso – da defesa do ex-senador Valdir Raupp, pelo MDB de Rondônia, contra decisão do ministro Edson Fachin, relator, que determinou o envio para a Justiça Federal do Rio. Para o ex-parlamentar, as investigações devem ser conduzidas pela Justiça Federal no Distrito Federal. No documento, o vice-procurador-geral da República, no exercício das atribuições de procurador-geral da República, Luciano Mariz Maia, reitera os argumentos apresentados pela PGR em recurso de fevereiro contra a decisão de Fachin. Mariz Maia destaca que a 13.ª Vara Federal de Curitiba é preventa para os processos da Lava Jato, entendidos como aqueles que tenham como alvo crimes contra a Petrobrás. Segundo Mariz Maia, “o Inquérito 4.215 traz denúncia que narra a sistemática obtenção de vantagem ilícita pelos denunciados, oriunda de contratos fraudulentos celebrados com construtoras cartelizadas que se revezavam em licitações realizadas pela Transpetro’. De acordo com ele, a Transpetro era um dos órgãos da cota política do MDB na administração pública federal, em contrapartida ao apoio e à integração do partido à base governista no Congresso, assim como a própria Petrobrás, onde a Lava Jato desvendou cartel de empreiteiras e propinas a políticos por meio do loteamento de diretorias estratégicas.

Estadão

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