15 de abril de 2019, 13:45

BRASIL‘Estamos trabalhando’, diz ministro de Minas e Energia, questionado sobre diesel

Foto: Agência Brasil

Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque

A reunião entre o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque e agentes do setor nesta segunda-feira, 15, no Rio de Janeiro, tratou, entre outros assuntos, do esforço para criar um mercado de gás natural no País, informou o diretor do Centro de Economia Mundial da Fundação Getulio Vargas (FGV) e ex-presidente do Banco Central, Carlos Langoni, que também participou da reunião e foi o único a falar com a imprensa. Já o ministro, assim como fez na entrada, não quis fazer declarações. Ele saiu apressado do prédio da Eletrobras, no Centro do Rio, onde montou o seu gabinete, para embarcar para Brasília, onde, segundo ele, terá reuniões. Ao ser perguntado sobre a intervenção nos preços da Petrobras, que aumentou o preço do diesel e voltou atrás no mesmo dia após telefonema do presidente Jair Bolsonaro, o ministro se limitou a dizer “estamos trabalhando”, sem explicar ao que se referia. Segundo Langoni, o ministro estava tranquilo durante a reunião e o assunto da intervenção no preço do óleo diesel não entrou em pauta. Também estiveram reunidos o secretário de Petróleo e Gás Natural do Ministério de Minas e Energia (MME), Márcio Félix, e o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Décio Oddone, um dos maiores defensores da liberdade de mercado, mas que também evitaram falar com a imprensa sobre a mudança de rumo na estatal. “Apenas discutimos a proposta do Ministério de Minas e Energia, que é o novo mercado de gás, ideias genéricas para viabilizar esse mercado. Estamos falando aqui de criar condições para essa grande quantidade de gás natural que está aí”, disse Langoni ao sair da reunião, referindo-se do aumento da produção de gás natural associado aos grandes volumes de petróleo que estão sendo produzidos no pré-sal do Brasil.

Estadão Conteúdo

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