14 de março de 2019, 15:39

BRASILRaquel Dodge: não vejo risco de anulação de decisões da Lava Jato

Foto: Estadão

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, afirmou que não enxerga neste momento o risco de anulação de decisões da Operação Lava Jato se o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir que casos de corrupção e lavagem de dinheiro, quando relacionados a caixa 2, devem ser processados na justiça eleitoral. “Eu não vejo esse risco nesse momento. Mas é preciso avaliar tudo isso com muito cuidado e manter o foco. Não perderemos o foco contra a corrupção e contra a impunidade no País”, afirmou Raquel Dodge, nesta quinta-feira, 14, instantes antes da retomada do julgamento que discute o destino de processos de corrupção e caixa 2. O comentário de Raquel Dodge vem um tom abaixo do discurso de membros da Força-Tarefa da Operação Lava Jato no Paraná, que têm apontado uma derrota no julgamento como algo catastrófico. A procuradora disse que, qualquer que seja a decisão tomada, irá respeitar e afirmou que irá trabalhar para impedir riscos à Lava Jato. “Eu espero que a decisão de hoje seja nesta linha que defendi. Se não for, a minha instituição e eu também respeitarei essa decisão, mas é preciso também reorganizar as forças e instituições com os instrumentos jurídicos que temos para continuar enfrentando o crime organizado, corrupção e lavagem de dinheiro. Esta é uma prioridade permanente da nossa instituição, e qualquer que seja o resultado continuaremos firmes nesse propósito”, disse. Ao afirmar que, se houver riscos, deve-se trabalhar para que eles sejam superados. A procuradora-geral disse que “se necessário, iremos ao parlamento pedir algum instrumento jurídico”, sem detalhar. “O importante é que a gente siga firme nesse propósito contra a corrupção, lavagem de dinheiro, e crime organizado”, disse.

Estadão

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