12 de fevereiro de 2019, 10:35

BAHIAPresidente do TCM nomeia novos auditores estaduais

O presidente do Tribunal de Contas dos Municípios, conselheiro Francisco de Souza Andrade Netto, nomeou oito novos auditores estaduais de controle externo e dois novos auditores estaduais de infraestrutura selecionados pelo órgão em concurso público que se encerrou em maio de 2018. No mês de outubro, o TCM já havia convocado 16 aprovados, sendo 14 para o cargo de auditor estadual de controle externo e dois para o de auditor estadual de infraestrutura. Os aprovados foram convocados a comparecer à Divisão de Gestão de Pessoas do TCM para entregar os documentos necessários à investidura no cargo e receber o ofício de encaminhamento à Coordenação da Junta Médica do Estado da Bahia, para a realização dos exames admissionais. Os novos auditores, após a realização dos exames médicos e a investidura nos cargos, vão passar por um processo de treinamento que será coordenado pela Escola de Contas do TCM e pela Superintendência de Controle Externo. Após este período serão designados para iniciar o trabalho nos órgãos técnicos do tribunal em Salvador e nas 16 inspetorias regionais de controle externo, que funcionam nas diversas regiões do estado. O salário básico previsto no edital para cada um dos novos servidores do TCM será de R$11.317,17. O concurso e a convocação de novos auditores para o TCM se fez indispensável em razão da drástica redução do quadro de servidores que atuam na área finalística do tribunal, nos últimos anos. Para se ter uma ideia, no período entre 2013 e 2017, 85 servidores foram aposentados, e 34 outros, que atuavam no tribunal, foram devolvidos para seus órgãos de origem no estado. Por esta razão, a estrutura do TCM na capital e no interior, antes do concurso e da convocação dos profissionais aprovados, contava com uma equipe de apenas 85 auditores estaduais de controle externo e 12 auditores estaduais de infraestrutura. Segundo o presidente, conselheiro Francisco de Andrade Netto, a perda de servidores nos últimos anos tornou necessário o concurso e a nomeação de novos auditores para que o “TCM possa cumprir com presteza e o cuidado devidos a sua responsabilidade constitucional de fiscalizar as contas públicas dos municípios baianos, assim com orientar os gestores em busca de qualidade de governança, de modo a evitar desperdício, ineficiência ou mesmo desvios”. Citou que o desfalque das equipes técnicas em razão de aposentadorias, nos últimos anos, ocasionou um atraso indesejado no exame de processos que aguardam auditorias ou inspeções. “Além disso, existe um número significativo de processos com pendência de exames, perícias e outras providências que devem ser realizadas, para que os atos dos gestores sejam corretamente analisados e julgados pelos conselheiros”. O conselheiro Francisco Andrade Netto lembrou que o último concurso para seleção de servidores, no âmbito do TCM, foi realizado no já distante ano de 2004, e os auditores começaram a trabalhar em 2006. Esclareceu o presidente que a incorporação de novas ferramentas tecnológicas para a análise das contas municipais – inclusive a instituição do processo eletrônico de prestação de contas, o e-TCM -, permitiu um enorme ganho de produtividade no trabalho realizado pelos técnicos do tribunal, assim como maior transparência e agilidade. “Mas é indispensável o auditor para fazer frente aos trabalhos de campo e às novas demandas de fiscalização de recursos públicos, como, por exemplo, de empréstimos contraídos pelos municípios junto ao BID e ao BIRD”. O concurso foi coordenado pelo CEBRASPE/CESPE, entidade vinculada à Universidade de Brasília (UNB) e foi disputado por 3.635 candidatos de todos os estados. Para o cargo de auditor estadual de controle externo foi exigido curso de nível superior nas áreas de Administração, Ciências Contábeis, Ciências da Computação e Informática, Direito ou Economia, e 3.089 profissionais se inscreveram para disputar as oito vagas – as previstas inicialmente no edital, mas que foram ampliadas para 14 por necessidade imediata para serviço. Para o cargo de auditor estadual de infraestrutura os candidatos inscritos foram 546 – para duas vagas – e foi exigido diploma em Engenharia Civil ou Arquitetura. Em atenção à legislação, 30% das vagas foram reservadas para negros e 5% para portadores de deficiência. Dos aprovados que foram nomeados pelo presidente do TCM, de acordo com ato publicado no Diário Eletrônico desta terça-feira (12/02), dos oito novos auditores estaduais de controle externo, três disputaram vagas na cota reservada para negros.

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