8 de janeiro de 2019, 19:35

ECONOMIAOtimismo com reforma da Previdência leva Bolsa a recorde de 92 mil pontos

Foto: Amauri Nehn/PAgos

Bolsa de Valores

As sinalizações de que as conversas sobre a reforma da Previdência estão prosseguindo dentro do governo do presidente Jair Bolsonaro deram ânimo aos ativos brasileiros. Já na reta final do pregão, após o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, ter afirmado que a proposta de reforma deve ser apresentada a Bolsonaro na próxima semana, o Ibovespa, que passou o dia sem direção única, ganhou fôlego suficiente para renovar recorde nominal de fechamento e acima dos 92 mil pontos. O principal índice de ações do País encerrou em alta de 0,36%, aos 92.031,86 pontos. As perspectivas positivas sobre o andamento da reforma também contribuíram para que o real tivesse o melhor desempenho perante o dólar entre as 24 principais divisas globais. A moeda americana encerrou em queda de 0,47%, a R$ 3,7174, no menor valor em pouco mais de dois meses. O movimento foi na contramão de outras divisas emergentes e desenvolvidas, que se desvalorizaram ante o dólar. Ainda sobre a Previdência, técnicos do Ministério da Economia e da Casa Civil se reuniram à tarde para tratar dos detalhes da proposta. Segundo Onyx, as equipes técnicas apresentariam suas defesas em torno das regras de aposentadoria. O interesse do governo em privatizar a Eletrobrás levou as ações ordinárias da companhia a subirem 5% nesta terça-feira. Desta vez, a indicação de venda da estatal veio do novo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy, que reafirmou que o assunto continua em discussão. A maior alta do Ibovespa, no entanto, foi de BRF, que subiu mais de 6% à espera de novidades sobre as tratativas comerciais entre Estados Unidos e China. Entre as quedas estiveram Gol e Usiminas. Os papéis PN da companhia aérea caíram 1,30%, a R$ 23,59. Na segunda-feira à noite, a empresa divulgou estimativas financeiras do quarto trimestre de 2018, com margem operacional entre 19,5% e 20%. No exterior, apesar de informações desencontradas sobre as negociações entre EUA e China, as Bolsas em Nova York operavam em alta, com o Dow Jones avançando mais de 1%.

Estadão Conteúdo

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