9 de janeiro de 2019, 19:30

ECONOMIABolsa sobe 1,7% e fecha acima de 93 mil pontos pela 1ª vez na história

Foto: Paulo Whitaker/Reuters

Bolsa de Valores

Embalados pela perspectiva favorável de uma reforma da Previdência mais contundente, aliada a um dia de bom humor nos mercados internacionais, os investidores deflagraram ordens de compra nesta quarta-feira, 9, levando o Ibovespa a renovar máxima histórica por mais um fechamento consecutivo. O principal índice do mercado acionário brasileiro fechou aos 93.613,04 mil pontos, em alta de 1,72% com giro financeiro de R$ 16,4 bilhões. Na máxima do pregão, o recorde foi de 93.635,82 pontos. No mercado de câmbio, o dólar teve novo dia de queda e fechou no menor valor desde 26 de outubro do ano passado, quando estava em R$ 3,65. A desvalorização refletiu principalmente a fraqueza da moeda americana no exterior, mas também foi influenciada por expectativas positivas do investidor doméstico. O real foi a divisa de país emergente que mais caiu perante o dólar, considerando uma cesta das 24 principais moedas mundiais. O dólar à vista fechou o dia em R$ 3,6833, com queda de 0,92%. Analistas notam que o movimento altista ocorre sem a presença maciça dos investidores estrangeiros, que ainda ensaiam a entrada na renda variável local. Segundo a B3, em janeiro, os investimentos de não-residentes acumulam saldo negativo de R$ 1,917 bilhão. Alexandre Espirito Santo, economista da Órama Investimentos, nota que, em dólares, o Ibovespa já contabiliza alta de 12% apenas nos seis pregões deste ano – considerando os ganhos de 6,51% nominais e uma queda de 4,96% da divisa americana. “Se e quando os estrangeiros vierem vai haver alta importante do índice ao longo do ano”. Do ponto de vista local, fundos de investimento multimercado e de ações compram posições com o noticiário apontando o que acham ser maior probabilidade de a reforma mais importante para o lado fiscal passar. O pregão teve início no positivo, refletindo as declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, no sentido de as novas regras contemplarem a capitalização e outras medidas mais duras. Depois, a continuidade da aglutinação de partidos em apoio declarado à reeleição do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM). Os partidos que se juntaram ao bloco somam 247 deputados. Para ganhar em primeiro turno, Maia precisa da maioria absoluta dos votos (257). Recentemente, ele disse que a reforma da Previdência é sua prioridade. Em meio ao positivismo do mercado local, as ações ordinárias do Banco do Brasil destoavam em queda das outras blue chips, fechando com recuo de 0,27%, a R$ 47,80. Os papéis Bradesco PN fecharam em alta de 1,72 e Itaú Unibanco PN em alta de 1,52% e as units do Santander avançaram 1,38%. Já as ações da Petrobras subiram mais de 2%. Leia mais no Estadão.

Estadão Conteúdo

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