9 de novembro de 2018, 09:57

BRASILVice-governador de Minas, Andrade teve atritos no governo e com o partido

Foto: André Dusek

Vice-governador de Minas Gerais, Antonio Andrade (MDB)

Preso na Operação Capitu, o vice-governador de Minas Gerais, Antonio Andrade (MDB), foi ministro da Agricultura no governo Dilma Rousseff e presidente do MDB de Minas Gerais por duas vezes. Ele ainda exerceu mandatos de deputado estadual e deputado federal. Começou sua carreira política como prefeito de Vazante, região noroeste de Minas, em 1989. Andrade, que é produtor rural, estava sob os holofotes no cenário político do Estado desde 2014, quando foi eleito vice-governador na chapa encabeçada por Fernando Pimentel (PT). Os dois entraram em atrito logo no início do mandato, por espaço no governo. Andrade perdeu cargos que havia dado a aliados e, nas eleições municipais de 2016 apoiou, no segundo turno, o candidato do PSDB, deputado estadual João Leite, que perdeu a disputa para Alexandre Kalil (PHS). O candidato do PT, Reginaldo Lopes, ficou em quarto lugar. Andrade foi destituído da presidência do MDB de Minas há cerca de seis meses pelo presidente nacional da legenda, Romero Jucá. A decisão foi tomada depois da renúncia de integrantes do diretório. Andrade contestou a decisão da Executiva nacional no Tribunal Regional Eleitoral do Estado. O confronto ocorreu, conforme lembra o atual presidente da legenda, Saraiva Felipe, porque Andrade queria apoiar o PSDB na disputa pelo governo do Estado em outubro passado. A maior parte da legenda, segundo Felipe, queria candidatura própria. O partido acabou lançando o deputado estadual Adalclever Lopes, que terminou a corrida pelo Palácio Tiradentes em quarto lugar. O atual presidente do MDB de Minas disse ter tomado conhecimento da prisão do colega de partido pela imprensa. “Feliz a gente não fica”, disse. A reportagem entrou em contato com a assessoria do vice-governador e aguarda retorno. Andrade tem 65 anos, tentou mandato para deputado federal em outubro e foi derrotado. Obteve 39.037 votos.

Estadão

Comentários