10 de novembro de 2018, 08:35

BRASILSem diálogo com o governo, centrais sindicais ameaçam reforma da Previdência

Foto: Nilton Fukuda/Estadão

Um dos principais articuladores sindicalistas, o deputado Paulinho da Força (SD-SP)

Com a reforma da Previdência na pauta prioritária do governo, os movimentos sindicais prometem ser a primeira pedra no sapato de Jair Bolsonaro. Um dos principais articuladores sindicalistas, o deputado Paulinho da Força (SD-SP), alega que o fechamento do Ministério do Trabalho e a transferência do Incra para a Agricultura, sob o guarda-chuva de ruralistas, bloquearam os canais de diálogo com setores que têm experiência em colocar pessoas nas ruas. “Quando houver greves e manifestações, ele não vai ter ninguém para intermediar”, criticou. Até deputados próximos a Jair Bolsonaro ponderam que só a lua de mel com as urnas não será suficiente para garantir a maioria no Congresso. Esse grupo argumenta que, para melhor aproveitar o apoio popular, o presidente eleito precisa abrir o diálogo com movimentos sociais e com partidos. “A base do governo ainda não está consolidada”, diz um cacique aliado.

Estadão Conteúdo

Comentários