7 de novembro de 2018, 12:45

SALVADORSalvador Hip Hop reúne diversas manifestações de arte popular no domingo

Aliando a cultura prática e objetiva da periferia a técnicas artísticas e mensagens de cunho existencial, político e até mesmo romântico, artistas de toda Salvador integram o time de cantores, dançarinos, DJs e artistas plásticos responsáveis pelas performances que serão apresentadas durante o Salvador Hip Hop. O evento é promovido pela Prefeitura, por meio da Empresa Salvador Turismo (Saltur), com patrocínio da Caixa e produção do coletivo Freedom Soul Rec, e acontece das 9h30 às 17h do próximo domingo (11), no Parque da Cidade. Para o arte-educador Marcos Costa, 35 anos, a arte funciona como um elemento transformador, uma espécie de gatilho para impulsionar novos talentos e também expressar sentimentos e posicionamento acerca de um determinado tema. Ele mantém a expectativa positiva para o evento, em especial no que se refere à disseminação da arte de rua, o grafite e o hip hop na cultura soteropolitana. “Há alguns anos, realizo ações envolvendo estudantes de escolas públicas e trabalho com ONGs de Salvador. Então, é muito importante a Prefeitura incentivar esse tipo de interação, tanto no campo da inclusão social, como para divulgação da arte, aqui representada pela dança, pelo grafite e o hip hop”, destaca o artista. Marcos Costa é pesquisador e artista plástico formado pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia (UFBa), e nos muros da cidade assina suas obras com a tag (assinatura/apelido) Spray Cabuloso. Ele também é especialista em pintura corporal e tem como características o uso de cores vibrantes e a temática afrobrasileira. Compositora e campeã de freestyle nacional feminina em 2016, a rapper Janaína Noblah trata, nas próprias músicas, da temática social, de combate ao preconceito, busca por igualdade social e de gênero, amor e da necessidade de transformação humana para transformar o ambiente. “O rap é o lugar onde eu posso expressar tudo que penso, sinto e vivencio. O fato de poder apresentar meu trabalho como compositora em um festival na minha cidade, com uma grade formada por artistas locais, é bastante importante, tanto para mim como para o movimento”, explica Noblah. “O Festival Hip Hop surge em Salvador por conta do próprio estímulo dos profissionais que atuam aqui nas diferentes manifestações desta cultura. A ideia é mostrar à cidade a diversidade dessas manifestações e até apresentar os profissionais locais que levam o Hip Hop da Bahia para todo Brasil”, afirma o presidente da Saltur, Isaac Edington.

Comentários