1 de novembro de 2018, 19:11

ECONOMIACom Moro e cenário externo, Bolsa bate recorde e fecha aos 88,4 mil ponto

Foto: Amauri Nehn/PAgos

Bolsa bateu a máxima histórica no intraday, aos 88.388 pontos

A combinação de bom humor doméstico e exterior favorável valorizaram os ativos brasileiros nesta quinta-feira, 1.º. A Bolsa subiu acima de 1% após ter atingido a máxima histórica durante um pregão, de 89 mil pontos. O dólar teve queda frente ao real, também em torno de 1%. Lá fora, as bolsas americanas operavam nas máximas. O Ibovespa terminou o pregão em alta de 1,14%, na máxima histórica de 88.419,05 pontos. Entre as ações mais negociados do País, o comportamento era misto: Petrobrás caía (sobretudo nos papéis ordinários) e Vale e siderúrgicas tinham alta moderada. No setor financeiro, o comportamento era majoritariamente de alta, com exceção de Santander. Já o dólar acabou o dia em queda de 0,82%, aos R$ 3,6979. Na máxima do pregão a divisa chegou aos R$ 3,7133. O movimento de alta, afirma o economista-chefe da Spinelli, André Perfeito, está relacionado ao anúncio de que o juiz federal Sergio Moro aceitou o convite para o ministério da Justiça e da Segurança Pública. Segundo o economista, a notícia reforçou a leitura de que Bolsonaro vai adotar critério técnico na reforma ministerial. “Houve entusiasmo dos operadores com o anúncio. O governo eleito sinalizou que será firme ao seguir a linha prometida para as escolhas”, explica Perfeito, destacando que o Ibovespa chegou a oscilar antes de engatar em alta mais firme após o anúncio. As bolsas de Nova York ganharam fôlego após o presidente americano Donald Trump tuitar que teve uma conversa muito boa com Xi Jinping, o presidente da China, com ênfase no comércio exterior. O presidente americano escreveu ainda que “essas discussões estão indo muito bem com as reuniões sendo marcadas no G-20, na Argentina. Também tivemos uma ótima discussão sobre a Coreia do Norte!”. Trump e Xi se encontrarão em Buenos Aires na cúpula do G-20, que ocorre nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro. O mercado cita como positivo o anúncio de que o juiz federal Sergio Moro aceitou o convite para o ministério da Justiça e da Segurança Pública. “O juiz federal Sérgio Moro aceitou nosso convite para o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Sua agenda anti-corrupção, anti-crime organizado, bem como respeito à Constituição e às leis será o nosso norte!”, disse o presidente eleito, Jair Bolsonaro, no Twitter. A nomeação havia sido antecipada nesta quarta-feira, 1º, pela colunista do jornal O Estado de S. Paulo, Sonia Racy. Profissionais de renda fixa avaliam que a nomeação é positiva. O sócio-gestor da Leme Investimentos, Paulo Petrassi, no entanto, cita a preocupação de que isso possa enfraquecer a Lava Jato. “Acho que o mercado já tinha antecipado isso. A tendência é positiva, mas acharia melhor se ele não tivesse aceitado”, comentou.

Estadão Conteúdo

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