11 de outubro de 2018, 06:57

BRASILPaulo Guedes chefia 28 grupos temáticos e 30 colaboradores

Foto: Sergio Castro/Estadão

Paulo Guedes

Quando Jair Bolsonaro dirigiu-se aos seus eleitores pela primeira vez após o resultado do primeiro turno das eleições, no domingo, somente um dos auxiliares que se reuniram em sua casa naquele dia o ladeava. À direita do candidato à Presidência do PSL, o economista Paulo Guedes acompanhou calado e sério o pronunciamento feito pelas redes sociais, no qual Bolsonaro condenou os ideais comunistas e prometeu tirar o Estado “do cangote de quem produz”. Peça central da estratégia de Bolsonaro para convencer o público de sua conversão ao liberalismo econômico, Guedes ganhou protagonismo nas comunicações da campanha e autonomia para liderar discussões internas sobre o programa. Do Rio, ele coordena 28 grupos temáticos que estão construindo as bases do plano de um eventual governo de Jair Bolsonaro. Cada um desses times tem um especialista de referência, que a pedido do economista enviou sugestões ou passou a trabalhar diretamente integrado à campanha. No total, são cerca de 30 colaboradores, entre doutores em economia, professores, advogados, pesquisadores e integrantes de órgãos do governo federal. Eles contribuem com temas que vão desde desestatização e reforma tributária a meio ambiente e segurança pública. Há um grupo que versa até sobre medidas de “apoio à família”. O núcleo duro é composto por economistas de confiança de Guedes, que ganharam o status de coordenadores de suas respectivas áreas. São eles Marcos Cintra, ex-deputado e atual presidente da Finep; Rubem Novaes, ex-diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e doutor em economia pela Universidade de Chicago; Carlos Von Doellinger, ex-secretário do Tesouro Nacional; Carlos Alexandre da Costa, ex-diretor do BNDES e doutor em economia pela Universidade da Califórnia; e Adolfo Sachsida, pesquisador do Ipea e pós-doutor pela Universidade do Alabama. Com eles, Guedes reúne-se semanalmente. Novaes responde pelo grupo de desestatização. Doellinger supervisiona as iniciativas para organizar as contas públicas e Orçamento. Cintra coordena iniciativas em Ciência e Tecnologia e também as propostas para a área tributária e trabalhista. Já Costa dedica-se a medidas de aumento da produtividade e mercado de capitais. Sachsida atua em diversos grupos e passou a exercer papel de assessoramento direto de Guedes, auxiliando, inclusive, no recrutamento de colaboradores.

Estadão

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