11 de outubro de 2018, 18:07

BRASILNo Twitter, Bolsonaro abre vantagem sobre Haddad na largada do 2º turno

Assim como nas intenções de voto, o candidato Jair Bolsonaro (PSL) abriu vantagem sobre Fernando Haddad (PT) nas citações entre internautas na largada do segundo turno da disputa presidencial. Apesar da base de apoio do petista ser maior que a de Bolsonaro no Twitter, os apoiadores do candidato do PSL geraram maior quantidade de conteúdo logo após a votação do primeiro turno. Levantamento da Diretoria de Análise de Políticas Públicas* (DAPP) da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra que de segunda-feira, 8, até quarta-feira, 10, o presidenciável do PSL foi citado em 6,6 milhões de publicações no Twitter, enquanto Haddad foi mencionado 2,3 milhões – quantidade menor que a metade do adversário. Bolsonaro tem apresentado uma média de 2,7 milhões de citações por dia no Twitter, desde o domingo do primeiro turno, e Haddad, uma média de 800 mil menções por dia no mesmo período. “O deputado federal do PSL já se estabeleceu como o foco do debate tanto em grupos favoráveis quanto em oposição, e Lula continua com relevante papel nas discussões, enquanto Haddad persiste longe de conseguir essa centralidade, apesar do maior engajamento na web de eleitores do PT de torná-lo independente”, diz o relatório da FGV. Em uma análise de interações sem robôs sobre os presidenciável, o estudo identificou que a base de apoio de Fernando Haddad no Twitter representa 23,9% dos perfis que falam sobre as eleições na rede social, enquanto que apoiadores de Jair Bolsonaro correspondem a 19,5% das contas. Por outro lado, o grupo que apoia Bolsonaro é responsável por 38% das interações, enquanto o outro lado gera 33,1% do conteúdo. Há ainda outro grupo superior formado por 41,3% dos perfis. Essa parcela reúne contas críticas ao discurso de Bolsonaro e culpa sua retórica pelos recentes ataques violentos que vêm ocorrendo no País. O conjunto desses perfis, porém, gera menos reações que as duas bases de apoio: 23,4% das interações. Por último há um grupo de 10,2% dos perfis que é claramente contrário ao PT e que corresponde a 4,2% do conteúdo. Urnas eletrônicas, violência e Lula: as principais referências na rede. As principais publicações relacionadas a Bolsonaro se dividem entre queixas e comemorações ao volume de votos recebidos pelo candidato no primeiro turno, diz a FGV. Entre os apoiadores, há referências a supostas fraudes em urnas eletrônicas. Por outro lado, mensagens críticas sugerem que o presidenciável incitaria a violência. No círculo de mensagens sobre Haddad, o petista é questionado por sua relação com Lula, em tuítes majoritariamente negativos. Menções positivas apontam para sua atuação na Prefeitura de São Paulo e para a disposição do candidato em participar de debates na Televisão. No Facebook, Bolsonaro tem o maior número de seguidores. Na quarta-feira, 10, ele tinha 7,38 milhões de pessoas que o acompanhavam na rede social, enquanto Haddad contava com 1,18 milhão. Nos últimos sete dias, o petista ganhou cerca de 524 mil seguidores, mas Bolsonaro, por sua vez, ganhou 581 mil novas curtidas em sua página.

Estadão

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