11 de outubro de 2018, 10:17

BRASILEmpresa diz que Paulo Guedes não é seu diretor, como apontou a Procuradoria

Foto: Estadão

O economista Paulo Guedes, chefe da equipe econômica de Jair Bolsonaro

A Liq (Contax) afirmou, nesta sexta-feira, 11, que o economista Paulo Guedes, chefe da equipe econômica de Jair Bolsonaro, não é diretor da empresa, como afirmou, em documento de instauração de Procedimento Investigativo Criminal, a força-tarefa da Operação Greenfield. Guedes é investigado por supostas fraudes em fundos de pensão. Em um trecho do documento que deu início às investigações, a Contax é atribuída a Guedes, e a Procuradoria afirma a necessidade de investigar se há relações entre doações da empresa e aportes em fundos de investimentos do economista de Bolsonaro. Segundo a empresa Paulo Roberto Reckziegel Guedes a dirigiu. O nome do economista que assessora Bolsonaro é Paulo Roberto Nunes Guedes, que está investigado por sua atuação no FIP BR Educacional. Segundo documento assinado pela Procuradoria da República no Distrito Federal, no dia 2 de outubro, Guedes vai ser investigado por supostas fraudes em fundos de pensão. A investigação foi aberta com base em relatórios sobre dois fundos de investimentos (FIPs) administrado por uma empresa de Guedes que receberam R$ 1 bilhão, entre 2009 e 2013, de fundos de pensão de estatais. Também será apurada a emissão e negociação de títulos imobiliários sem lastros ou garantias. As informações levantadas pela Previc, segundo o MPF, apontam que há ‘relevantes indícios de que entre fevereiro de 2009 e junho de 2013, diretores/gestores dos fundos de pensão Funcef, Petros, Previ, Postalis (todas alvos da Operação Greenfield), Infraprev, Banesprev e FIPECQ e da sociedade por ações BNDESPar possam ter se consorciado com o empresário Paulo Roberto Nunes Guedes, controlador do Grupo HSM Brasil, a fim de cometerem crimes de gestão fraudulenta ou temerária de instituições financeiras equiparadas ‘e emissão e negociação de títulos mobiliários sem lastros ou garantias, relacionados a investimentos no FIP BR Educacional’. No mesmo documento em que abre a investigação, o Ministério Público Federal diz que, entre as diligências necessárias para investigar Guedes, a necessidade de apurar as ‘conexões’ entre doações de R$ 53 milhões a partidos e políticos da empresa Contax e aportes de fundos de pensão. Segundo a Procuradoria, Guedes é diretor da Contax. Por meio de sua assessoria de imprensa, a empresa Liq (Contax) informou que Paulo Roberto Nunes Guedes, assessor na área econômica da campanha de Bolsonaro, não foi seu diretor, mas sim Paulo Roberto Reckziegel Guedes, que não é investigado.

Estadão Conteúdo

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