11 de outubro de 2018, 13:38

BRASILEm reunião com a CNBB, Haddad se compromete a revogar reforma trabalhista e teto de gastos

O candidato à Presidência da República pelo PT, Fernando Haddad, esteve hoje na Conferência Nacional dos Bispos (CNBB), em Brasília, reunido com o secretário-geral da instituição, Dom Leonardo Steiner, para ouvir as demandas dos católicos e se comprometer com a entidade, caso vença as eleições 2018. “Dom Leonardo reiterou nota da CNBB sobre medidas do governo atual como a chamada teto de gastos e a reforma trabalhista”, disse. “Me comprometi no primeiro momento a revogar essas medidas que, na minha opinião, comprometem os direitos sociais”, disse. Haddad também fez um pedido à CNBB para que a instituição recomende aos católicos que tenham mais cuidados com as notícias falsas, as chamadas fake News. “Não devemos atacar a honra das pessoas com informações falsas”, afirmou. Ele disse que é atacado por Jair Bolsonaro (PSL), que diz que o petista distribuiu material impróprio para crianças, o chamado kit gay. “Jamais houve distribuição de material impróprio para crianças. Isso seria um desrespeito com professoras e diretoras”, completou. Ainda sobre o adversário, Haddad criticou a ausência do capitão reformado em debates e o aceno dele ao programa social Bolsa Família. “Se tem alguém que criticou o Bolsa Família nos últimos 10 anos, foi o meu adversário”, afirmou. Haddad falou sobre os apoios que sua candidatura está recebendo e disse que as “forças democráticas estão se unindo”. Ele afirmou que todos os governadores eleitos do PSB já estão engajados. “Tivemos a felicidade de ter o apoio formal do PDT, do Ciro (Gomes)”, disse. Ele foi interrompido nessa hora por um jornalista que disse “crítico, não é?”. “Todo apoio é crítico”, respondeu. “O Ciro está se recuperando de uma cirurgia e, para nós, uma palavra dele basta”. Em relação à última pesquisa que mostrou o candidato com 42% das intenções de votos no segundo turno, ele disse que acredita que pode crescer nas próximas semanas e chegar a 50%, já que começou a campanha com 4%.

Estadão

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