13 de outubro de 2018, 08:30

BRASILBolsonaro e Haddad consolidaram votos onde já eram fortes

Foto: Divulgação

Haddad e Bolsonaro

A onda que deixou o candidato Jair Bolsonaro (PSL) a poucos pontos da vitória no primeiro turno se concentrou em Estados do Sudeste, Sul e Centro-Oeste – ou seja, nos últimos dias da campanha, ele avançou mais em áreas onde já liderava com grande vantagem. Com o petista Fernando Haddad, que também cresceu na reta final, ocorreu o mesmo: o ex-prefeito ganhou mais eleitores onde já era mais forte: no Nordeste. Na véspera da eleição, o candidato do PSL tinha 41% das intenções de voto, segundo pesquisa Ibope/Estado/TV Globo, considerado apenas o universo dos votos válidos. O levantamento do Ibope de boca de urna, divulgado às 19h do dia da votação de primeiro turno, indicou que ele havia crescido para 45%. O resultado oficial foi 46%. Haddad apareceu com 25% na véspera, 28% na boca de urna e 29% na apuração oficial. Bolsonaro teria vencido com maioria absoluta dos votos se não fossem as mulheres. Nos segmentos masculino e feminino ele teve, respectivamente, 51% e 40% dos votos. A maior diferença no padrão de votação, porém, não se deu na segmentação por gênero, mas por renda. Os ocupantes do topo e da base da pirâmide social votaram de maneira oposta. Na média, os 20% que ganham mais de cinco salários mínimos deram a Bolsonaro 56% de seus votos, e apenas 13% a Haddad. O placar se inverteu (48% a 28% para o petista) entre os mais pobres, com renda de um salário mínimo ou menos. Haddad não apenas venceu nos segmentos de menor renda e escolaridade – estes foram os segmentos nos quais sua taxa de intenção de voto mais avançou entre a véspera e o dia da votação.

Estadão

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