11 de outubro de 2018, 06:50

BRASILBolsonaro diz ter certeza de que será liberado para participar de debates

Foto: Agência Brasil

Jair Bolsonaro

O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, disse em entrevista à RecordTV ter “certeza” que a junta médica que o acompanha vai liberá-lo para participação de debates com o concorrente Fernando Haddad (PT) a partir da próxima semana. Na manhã desta quarta-feira, 10, o médico Antônio Luiz de Macedo afirmou que Bolsonaro não poderá participar de debates até 18 de outubro. Nesse dia, ele passará por novas avaliações que vão liberá-lo ou não para compromissos de campanha. “Quinta-feira que vem eu vou a São Paulo e eles com toda certeza me liberam. Estaria disponível para participar de dois debates com o senhor Haddad. Eu teria satisfação de enfrentar o pau mandado de Lula, bem como mostrar para toda a população onde o PT chegará caso chegue ao poder novamente”, afirmou. Bolsonaro comentou ainda que, por recomendações médicas, mesmo que vá aos debates, não poderá viajar pelo País. Desta forma, ele assegurou que vai manter a tática do primeiro turno, de fazer transmissões ao vivo via redes sociais. “Vou fazer teleconferência para conversar com a gente do Brasil todo, além de manter uma live todo dia às 20h, mostrando a verdade, como sempre”, disse. Bolsonaro disse acreditar ainda que quem “dificilmente” quem votou nele no primeiro turno pode mudar de opinião. “Tem muita gente que já votou em outros candidatos migram para nós agora e diz que estão conosco. Então eu acredito que não é algo diferente da vitória nossa que venha a acontecer no dia 28 de outubro”, afirmou. O candidato também afirmou que o economista Paulo Guedes, que o assessora, tem carta branca para formular propostas, mas que somente “bate o martelo” depois de falar com ele. Um trecho da conversa foi divulgado nas redes sociais do candidato. De acordo com Bolsonaro, Guedes reconhece que “muita coisa tem dificuldade de passar pelo Parlamento”. “Ele entende de economia, eu entendo de política. Nós fizemos o casamento neste sentido. Então as reformas que tem de ser feitas, a tributária etc., está praticamente tudo pronto. Está quase tudo com sinal verde, e uma vez a gente chegando, se elegendo, a gente apresenta em janeiro estas propostas”, disse. O candidato do PSL afirmou ainda que pediu a Guedes que, se for eleito, conduza a economia de modo a ter um “dólar compatível e uma taxa juros menor possível.” Bolsonaro se comprometeu ainda em não aumentar impostos e disse que a ideia é “desregulamentar e desburocratizar” a economia. “No linguajar popular, é tirar o Estado do cangote de quem produz. Não temos outra alternativa”, afirmou. O candidato comemorou ainda a reação do mercado ao desempenho eleitoral dele. “O dólar caiu e a bolsa subiu em pontos. Isso é um sinalizador que, entre eu e o (Fernando) Haddad, o mercado prefere a gente”, disse.

Estadão

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