11 de outubro de 2018, 10:36

ECONOMIAApós três meses de queda, vendas no varejo subiram 1,3% em agosto

Foto: Daniel Teixeira/Estadão

Expectativas do mercado sobre resultado oficial das vendas do comércio estavam divididas

As vendas do varejo em agosto subiram 1,3% em relação a julho, informou nesta quinta-feira, 11, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esta é o primeiro aumento nas vendas depois de três quedas seguidas, acumulando assim alta de 2,6% no ano. Com o avanço, o comércio varejista alcança patamar próximo ao registrado em abril, de 1,2%, antes da paralisação dos caminhoneiros. O resultado veio acima da mediana das estimativas, de 0,10%, e dentro do intervalo das previsões dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que ia de uma queda de 0,70% a avanço de 1,60%. Na comparação com agosto de 2017, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo tiveram alta de 4,1% em agosto de 2018. Nesse confronto, superaram o teto do intervalo das projeções, que iam de uma queda de 1,00% a expansão de 3,00%, com mediana positiva em 1,20%. No acumulado em 12 meses, houve avanço de 3,3%. Segundo a gerente da pesquisa, Isabela Nunes, os resultados positivos devem-se a diversos fatores. “Agosto teve uma redução da taxa de desocupação e aumento da população ocupada. As baixas temperaturas de agosto estimulam algumas atividades. O pagamento do PIS/PASEP também ajudou. São coisas que ajudam a compreender esse resultado positivo”, concluiu. Antes do resultado oficial, a analista Isabela Tavares, da Tendências Consultoria Integrada esperava retração de 0,30% nas vendas do varejo. “É relativa estabilidade, e deve refletir ainda um pouco os recursos do PIS/Pasep”, diz, lembrando da base de comparação baixa, já que em agosto de 2017 houve declínio de 0,5% nas vendas ante julho, conforme dado original do IBGE. Já a AZ Quest esperava aumento de 0,50% nas vendas no período mensal. Apesar de alguns indicadores antecedentes apontarem para crescimento em agosto ante julho, o economista André Muller pondera que o índice de média móvel trimestral do comércio restrito tem perdido fôlego. Enquanto em junho teve queda de 0,1%, na leitura de julho cedeu 0,8%, segundo o IBGE. O IBGE também revisou o resultado das vendas no varejo em julho ante junho, de uma queda de 0,5% para um recuo de 0,1%. A taxa de junho ante maio passou de -0,4% para -0,2%, enquanto o resultado de maio ante abril saiu de -1,4% para -1,2%. O resultado do varejo ampliado, que inclui os segmentos de veículos e material de construção, também sofreu revisão. A taxa de julho até junho passou de queda de 0,4% para redução de 0,3%. A taxa de junho ante maio saiu de alta de 2,5% para 2,7%.

Estadão Conteúdo

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