14 de setembro de 2018, 14:24

BRASILAssassinato de Marielle Franco completa 6 meses sem nenhuma resposta

Foto: Renan Olaz/CMRJ

Marielle Franco

O assassinato da vereadora do PSOL e ativista de direitos humanos Marielle Franco completa seis meses nesta sexta-feira, 14, sem nenhuma resposta sobre quem foram os autores do crime, os mandantes e a motivação. Toda a investigação é cercada de mistério. As poucas informações divulgadas ou vazadas indicam que o assassinato foi um crime sofisticado, cuidadosamente planejado, e pode ter tido a participação de agentes do Estado e das forças de segurança. A viúva de Marielle, a arquiteta Mônica Benício, denunciará essa demora na solução do crime na 39ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, no próximo dia 20, em Genebra, na Suíça. Marielle foi morta a tiros na noite de 14 de março, junto com seu motorista Anderson Gomes, quando saia de um debate na Casa das Pretas, no Centro. A denúncia à ONU será feita durante o evento “Militarização da segurança pública: intervenção federal no Rio de Janeiro, execuções extrajudiciais e riscos para defensores de direitos humanos”, que reunirá também representantes da Anistia Internacional, Redes da Maré e Observatório da Intervenção, entre outras ONGs. Os especialistas vão denunciar também “o quadro de violações sistemáticas de direitos humanos” em sete meses de intervenção federal na segurança. A vereadora e seu motorista foram mortos cerca de um mês depois do início da intervenção no Estado. Marielle havia sido nomeada relatora da comissão criada na Câmara Municipal para monitorar a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. Seu posicionamento era contrário à intervenção e à política de militarização da segurança pública. “Está na hora de subirmos um pouco o tom”, afirmou a coordenadora do Observatório da Intervenção, Sílvia Ramos Amorim. “Temos falado muito aqui para dentro, com os jornais daqui, com as autoridades locais; está na hora de ampliar a questão.”

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