16 de setembro de 2018, 08:48

BRASILAliado de Bolsonaro vai à PGR contra defesa de agressor do presidenciável do PSL

Foto: Reprodução

Zanone Manuel de Oliveira Júnior

O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), um dos principais aliados do deputado Jair Bolsonaro, e seu advogado, Adão Paiani, protocolaram nesta sexta-feira, 14, uma representação criminal na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra os advogados de Adélio Bispo de Oliveira, o autor da facada que feriu o candidato à Presidência pelo PSL nas eleições 2018. A representação questiona o fato do grupo de advogados não declarar quem estaria pagando pela defesa de Adélio. Além disso, o documento sugere que, após as devidas investigações, os advogados também respondam por organização criminosa, crimes contra a segurança nacional, terrorismo e contra a ordem tributária. Os advogados de Adélio são Zanone Manuel de Oliveira Júnior, Fernando Costa Oliveira Magalhães, Marcelo Manoel da Costa e Pedro Augusto de Lima Felipe e Possas. No trecho mais forte do documento, os advogados são colocados como suspeitos de participarem de uma organização criminosa: “Levanta suspeitas plausíveis de que esses estejam atuando no caso não apenas na condição de advogados do autor do delito (…), mas como garantes de uma organização criminosa responsável pela prática de um atentado de natureza política”. Paiani, advogado de Lorenzoni, fez uma postagem sobre o caso em sua página do Facebook. “Entendemos que os advogados, ao se negarem a revelar o nome de quem está pagando os honorários da defesa do terrorista, além de cometeram obstrução da justiça, estão se tornando cúmplices do delito”, escreveu. E continuou: “Prender um zé ruela como Adélio Bispo é fácil. Queremos na cadeia também os mandantes, os mentores intelectuais, os financiadores da ação terrorista. Sejam eles quem forem, estejam onde estiverem. E não descansaremos enquanto isso não acontecer”. Para o advogado de Adélio, Zanone Manuel de Oliveira Júnior, a representação “tem caráter político eleitoral”. “Além disso, é uma tentativa de criminalizar a advocacia. Eu não apoio, eu condeno o que Adélio fez, mas ele tem o direito de ser defendido como qualquer um. E a confidencialidade do meu contratante é algo que eu não abro mão”.

Estadão Conteúdo

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