15 de setembro de 2018, 10:15

BRASILAgronegócio critica sucessão na Embrapa

Quarenta entidades de peso do agronegócio enviaram na última quarta-feira uma carta ao ministro da Agricultura, Blairo Maggi, criticando o processo de seleção para o novo presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que deverá ser concluído até 15 de outubro. O setor quer opinar na escolha, que será feita pelo conselho de administração, composto exclusivamente por integrantes do governo. O protesto, encabeçado pelo Instituto Pensar Agrícola (IPA), é endossado por entidades como Unica, Aprosoja, Viva Lácteos e Citrus Br, entre outras. Ligada à pasta da Agricultura, a Embrapa se dedica à pesquisa e inovação no desenvolvimento da agropecuária. Neste ano, seu orçamento é de R$ 3,34 bilhões, dos quais R$ 2,96 bilhões vão para despesas com pessoal. Na quinta-feira, 13, o conselho se reuniu para elaborar uma lista tríplice a partir de 16 candidatos que se ofereceram para o cargo. Os nomes selecionados não foram divulgados, mas circula no mercado que são o atual diretor executivo de Inovação e Tecnologia da estatal, Cleber Oliveira Soares, o pesquisador aposentado Sebastião Barbosa e o ex-ministro da Agricultura Luis Carlos Guedes Pinto. Os três passarão por uma espécie de sabatina e o conselho escolherá um nome para submeter à Casa Civil da Presidência da República e, posteriormente, ao presidente Michel Temer. Existe a possibilidade de outros candidatos serem chamados, caso algum dos integrantes da lista tríplice não atenda ao desejado na entrevista.”Parece-nos que o processo seletivo de presidente, sem a prévia definição de sua estratégia e desenvolvimento futuro, traz uma enorme dificuldade”, diz a carta, assinada pelo presidente do Instituto Pensar Agrícola (IPA), Fabio de Salles.

Estadão Conteúdo

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