11 de agosto de 2018, 09:15

BAHIAPSC pode ficar “a ver navios” após deixar chapão

Foto: Divulgação

Heber Santana

O PSC pode ter tomado uma decisão equivocada ao decidir sair fora do grupo liderado por ACM Neto (DEM) na chapa proporcional das eleições de 2018. A legenda encontra problemas para fechar a “chapinha” com PTB, SD e PPL na proporcional para deputado estadual. Segundo informações obtidas pela Tribuna, os cristãos já esboçam preocupação com a grande possibilidade de não elegerem ninguém para cadeiras na Assembleia Legislativa da Bahia. Os postulantes do SD e PPL se sentiram ameaçados pela força do PSC e tomaram uma decisão: a primeira legenda vai sair coligada com o grupo apenas na chapa para a Câmara Federal; já a segunda vem registrando alto número de desistências de candidaturas nos últimos dias. “Para Federal a chapa está muito boa. O problema é a chapa para estadual”, avalia uma fonte da Tribuna. O grupo carlista, por sua vez, comemora o imbróglio na “chapinha” aliada. No início da semana, o PSC anunciou o que foi classificado como “traição” pelos correligionários, que haviam garantido apoio ao pré-candidato ao Senado, Irmão Lázaro (PSC), caso a agremiação saísse no “chapão”. “O SD não foi para a chapa de estadual, o PTB só tem Taíssa Gama e os candidatos do PPL começam a desistir. Agora quem não quer mais esses caras somos nós”, ironiza o parlamentar ligado ao grupo democrata, que prefere não ser identificado. Procurado pela reportagem, o presidente do SD, Luciano Araújo, justifica a decisão de não sair coligado com o grupo. “Nós vamos caminhar sozinhos porque fizemos algumas contas e vimos a viabilidade de eleição de dois deputados estaduais pelo fato de termos 28 a 29 candidatos. Se a gente for para qualquer coligação, a nossa perspectiva é de não eleger ninguém”, analisa. “Como nós já cometemos esse erro em 2016, quando faríamos quatro vereadores e só fizemos um pelo fato de coligarmos. Nós optamos, por bem, caminhar sozinhos agora. Na chapa federal, optamos por coligar pelo fato de não termos muitos candidatos e não atingirmos o coeficiente”, continua. “A linha de corte é em torno de 60 mil votos. E para estadual, quem tiver mais votos é o primeiro e quem ficar no segundo lugar também será eleito”, completa. Udurico Júnior, presidente do PPL baiano, não foi encontrado pela reportagem para comentar o caso. O presidente estadual do PSC, Heber Santana, minimizou os rumores de que a legenda tenha se arrependido de coligar com o “chapão” do DEM, PSDB, PV e PRB. “Na verdade, o que está acontecendo é um estímulo. Se a gente fizesse o movimento de ir para a chapa sem o PSL, PPS e PHS aí é que a gente teria dificuldades. Ficaria inviabilizada a candidatura de muitos, tanto no sentido numérico, como no sentido da expectativa de vitória”, assegura à Tribuna. Ele também afirma desconhecer a retirada de candidaturas de postulantes do PPL. “Não, tem essa situação, não. O processo de registro está correndo normalmente. Não há nenhum problema. Até porque, para estadual, o PSC tem uma chapa muito boa. A gente tinha pensamento de ter um bom resultado até se saíssemos sozinhos. A coligação foi ampliada. A gente espera eleger entre cinco e seis deputados estaduais, abrindo espaço para todos os partidos elegerem deputados”, completou. Heber também revela quais são as pretensões dos cristãos no próximo pleito. “Só o PSC tem 38 candidatos para deputado estadual. Para federal, só o PSC tem 11 candidatos. A nossa meta da coligação é eleger três deputados”. Ele também avalia que o grupo está pacificado após o imbróglio envolvendo a escolha de Irmão Lázaro para a majoritária de Zé Ronaldo. “A campanha já está a todo vapor”, finaliza.

Tribuna da Bahia

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