11 de agosto de 2018, 11:09

BAHIA“Marcha por Lula livre leva a população às ruas pelo direito de escolher seu presidente”, diz Valmir

Foto: Divulgação

Ato de abertura da Marcha Nacional de Lula Livre direto de Formosa

O deputado federal Valmir Assunção (PT-BA) engrossa as trincheiras de luta na Marcha Nacional Lula Livre, que começou nesta sexta-feira (10), em Brasília, e vai até a próxima quarta-feira (15). Conforme Assunção, que vai participar de diferentes atos, “o povo brasileiro é contra o golpe de 2016 e a consequente retirada de direitos”. A marcha prol Lula reúne o conjunto da classe trabalhadora do campo e da cidade. “Por isso, chegaremos todos no dia 15 de agosto e nos encontraremos já em Brasília, onde nos juntaremos com diversos militantes sociais para registrar a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva para a Presidência da República. A marcha é composta por três colunas. São mais de 5 mil pessoas, percorrendo cerca de 50 km até capital federal”. A marcha em si se dará todos os dias durante o turno da manhã. Durante as tardes e as noites, os marchantes participarão de atividades de formação política, diálogos com comunidades locais e ações de caráter cultural. “Lula é inocente! Sua prisão só existe para inviabilizar a candidatura e eleição como presidente. Sua candidatura agrega as bandeiras históricas da classe trabalhadora por um projeto de país com direitos sociais, como moradia, trabalho, saúde, educação e reforma agrária. Enquanto setores do judiciário, da mídia e até mesmo da classe política tentam limar o povo das eleições, nossa resposta será nas ruas. Lula é o símbolo da luta do povo! Ele é maior do que o PT e de sua própria figura como pessoa. Virou o símbolo de unidade de toda classe trabalhadora”, sinaliza Valmir. Os marchantes também trazem a denúncia do desemprego de cerca de 15 milhões de trabalhadoras e trabalhadores. Além de tratar da precarização do trabalho, que deixou 23 milhões de pessoas sem direitos, “pois a reforma trabalhista tira todos os direitos”. Assunção diz também que a marcha denuncia a violência que assola o povo, a exemplo da Intervenção Militar no Rio de Janeiro. “A intervenção bilionária de Temer se mantém através de doação de armas feitas pela iniciativa privada, fora o aumento da violência no estado. De fevereiro a maio, houve 444 mortes por policiais e 39 agentes morreram. Há mais de 100 dias a vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Santos foram barbaramente assassinados, sem que tenhamos uma resposta para o caso”, completa. A paralisação da reforma agrária no país também é tratada, já que nenhuma área foi destinada à reforma desde o início do governo de Temer. Além disso, a violência no campo aumentou de forma recorde, “fruto da aliança entre o golpismo e os ruralistas”. “No ano de 2017, foram contabilizados pela Comissão Pastoral da Terra 70 assassinatos. O que existe é um esforço governamental em enganar o povo, ao apresentar resultados ao Programa Nacional de Reforma Agrária que não correspondem a processos de democratização da terra concentrada, mas sim à distribuição de títulos. Inclusive, títulos de assentamentos criados em governos anteriores”. O deputado diz que “reduzir a reforma agrária à distribuição de títulos só revela o total desconhecimento da realidade no campo por parte de um governo que não foi eleito pelo povo”.

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