9 de agosto de 2018, 15:39

BRASILImpacto do reajuste é menor que valor devolvido à Petrobrás na Lava Jato, diz Lewandowski

Foto: Estadão

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF)

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), rebateu nesta quinta-feira (9) críticas à decisão da Corte de incluir um reajuste de 16,38% no salário dos próprios ministros na proposta orçamentária do tribunal. Na avaliação de Lewandowski, o reajuste “recupera parcialmente” as perdas inflacionárias e provocará um impacto no Poder Judiciário inferior ao valor que a Justiça devolveu aos cofres da Petrobrás em virtude do esquema de corrupção revelado na Operação Lava Jato. Nesta quinta-feira, o Ministério Público Federal no Paraná (MPF-PR) anunciou a devolução de R$ 1 bilhão para a Petrobrás. Segundo estimativas do STF, o impacto é do reajuste de 16,38% é de R$ 717,1 milhões somente para o Poder Judiciário federal. “Só essa devolução (à Petrobrás) representou uma devolução aos cofres públicos, uma quantia muito maior do que aquela que será remanejada, cortada de um dos setores do orçamento do Poder Judiciário. Isso sem falar nos milhões e milhões de reais que os juízes federais e estaduais recuperam para os cofres públicos nas execuções fiscais”, disse Lewandowski. Na última quarta-feira (8), os ministros do Supremo Tribunal Federal aprovaram a inclusão no orçamento da Corte do próximo ano de um reajuste de 16,38% no próprio salário dos ministros. Considerada o teto do funcionalismo público, a remuneração dos ministros, atualmente em R$ 33,7 mil, pode subir para R$ 39,2 mil, um aumento de R$ 5,5 mil. Como o valor é o teto do funcionalismo, o aumento tem impacto também nos salários do Executivo e do Legislativo federal e dos Estados. A proposta foi aprovada por 7 votos a 4 – Lewandowski foi um dos ministros que defenderam a inclusão do reajuste na proposta orçamentária, que será encaminhada ao Ministério do Planejamento.

Estadão

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