9 de agosto de 2018, 17:58

SALVADORAções violentas da Guarda Municipal não podem ficar impunes, afirma vereador

Foto: Valdemiro Lopes/CMS

O vereador Hilton Coelho (PSOL)

Para o vereador Hilton Coelho (PSOL) as ações violentas da Guarda Civil Municipal em face da greve dos professores da rede municipal de educação exigem providências enérgicas e não apenas uma promessa do prefeito ACM Neto (DEM) de que tudo será apurado. “No dia 07, terça-feira, agentes da Guarda Municipal de Salvador agrediram covardemente professores da rede municipal em greve, como fartamente divulgado por fotos e vídeos nas redes sociais e pela imprensa presente. Só declaração de que algo será feito não basta”, diz o legislador. Além do vereador Hilton Coelho (PSOL), as vereadoras e vereadores Aladilce Souza (PCdoB), Marta Rodrigues (PT), Silvio Humberto (PSB), Toinho Carolino (Podemos) e Uziel Bueno (Podemos) acionam o Ministério Público do Estado da Bahia para que ações sejam tomadas. “Queremos que o Poder Executivo Municipal promova a exoneração do inspetor geral da Guarda Civil Municipal e do diretor de Segurança Urbana e Prevenção à Violência da Guarda Civil Municipal de Salvador. O inspetor Alysson Correia Carvalho e o diretor Maurício Rosa Lima encontravam-se no local no momento das agressões aos professores, demonstrando total despreparo para o diálogo e solução pacífica para os conflitos, capacidade inerente àqueles que ocupam cargo de direção”, denuncia Hilton Coelho acrescentando que “é absolutamente inadmissível que permaneçam ocupando cargos diretivos na instituição, sob pena de se repetirem os atos violência extrema observados na manhã do dia 07”. Hilton Coelho destaca que os vereadores querem também a instauração de procedimento disciplinar para apuração dos atos de violência praticados pela Guarda Civil Municipal. “A atuação absurdamente truculenta e desrespeitosa da GCM-Salvador contra professores, onde contou com guardas não identificados, descaracterizados, onde professores tiveram armas apontadas contra si de maneira totalmente injustificada, bem como o uso injustificado de bombas e spray de pimenta, mostram-se totalmente incompatíveis com o devido serviço que a Guarda Municipal deve prestar”.

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