12 de julho de 2018, 06:50

BRASIL‘Marcinho VP deu entrevistas, Lula não pode?’, questionou Gleisi

Foto: André Dusek / Estadão

Gleisi Hoffmann

A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), criticou nesta quarta-feira, 11, na sede do partido em Pernambuco, a juíza Carolina Moura Lebbos, da 12ª Vara Federal de Curitiba, que proibiu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso pela Operação Lava Jato, de participar de entrevistas e da convenção do partido. A senadora disse que lamentava a decisão porque “até Marcinho VP, traficante, deu entrevistas” e acusou o judiciário de transformar o Brasil em uma “republiqueta de bananas”. “Um criminoso deu entrevistas, o presidente Lula que é a maior liderança popular desse país e está com seus direitos políticos preservados não pode dar entrevistas? O que se faz com Lula é uma injustiça atrás da outra, mas o povo não vai abandonar ele. Essa perseguição política está ficando feio para o Brasil no mundo. As pessoas olham e dizem: republiqueta de bananas que não tem uma democracia forte, que não respeita suas instituições”, afirmou. Gleisi também criticou a Procuradora Geral da República, Raquel Dodge, por acusar o desembargador do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) Rogério Favreto de prevaricação ao conceder habeas corpus ao ex-presidente petista enquanto estava de plantão no domingo, 8. “[Sérgio] Moro não prevaricou impedindo o cumprimento da sentença pela Polícia Federal? Não observando o devido processo legal? Em que país estamos vivendo?”, questionou. Durante quatro horas, Gleisi esteve reunida com a cúpula do PT em Pernambuco para conversar sobre o futuro do partido nas eleições 2018. No Estado, o partido se divide entre lançar candidatura própria, da vereadora Marília Arraes, ou compor a chapa do governador Paulo Câmara, pré-candidato à reeleição. De acordo com a senadora, as conversas com os pessebistas continuam, mas não há avanços. Gleisi também discutiu sobre o calendário de atos em defesa de Lula que deve culminar com o registro da candidatura dele no dia 15 de agosto em Brasília. O senador Humberto Costa (PT), um dos mais entusiastas da aliança com Câmara, não participou do encontro. Segundo sua assessoria de imprensa, ele teve “agenda parlamentar” em Brasília.

Estadão

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