12 de julho de 2018, 17:28

BRASILHC no plantão foi ‘chicana canhestra e acintosa’, diz procurador do caso Lula

Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4

Procurador Maurício Gerum, no julgamento de Lula na 8ª Turma

Responsável pela acusação no julgamento em que Luiz Inácio Lula da Silva está condenado em segunda instância a 12 anos e um mês de prisão, no Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), o procurador regional da República Maurício Gotardo Gerum classificou como “chicana” (jargão pejorativo do meio jurídico usado para manobras dentro de um processo) a estratégia de três deputados do PT de pedirem a liberdade do ex-presidente durante um plantão do tribunal. “A impressão que tive foi a de que a impetração do habeas pelos parlamentares-advogados na sexta-feira à noite foi a chicana mais canhestra e acintosa que eu já presenciei nos meus anos de profissão.” Com mais de 20 anos de Ministério Público Federal, Gerum é um dos seis integrantes da força-tarefa criada para os processos da Lava Jato na segunda instância do juiz Sérgio Moro. Responsável pelos casos de Lula, o procurador está de férias e acompanhou à distância a decisão do desembargador plantonista Rogério Favreto de mandar soltar o ex-presidente no último domingo, 8. A ordem acabou revisada no mesmo dia pelo relator da Lava Jato no TRF-4, desembargador João Pedro Gebran Neto, e depois pelo presidente do Tribunal, Carlos Eduardo Thompson Flores.

Estadão

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