12 de julho de 2018, 07:20

BRASILCom general, Bolsonaro vai ao Araguaia

Foto: Dida Sampaio / Estadão

Jair Bolsonaro

O pré-candidato do PSL ao Palácio do Planalto nas eleições 2018, deputado Jair Bolsonaro, fará nesta quinta-feira, 12, um périplo por Marabá, no sudeste paraense, cidade marcada pela repressão militar à Guerrilha do Araguaia, nos anos 1970, que deixou dezenas de mortos de ambos os lados, além de desaparecidos. Décadas depois da atuação das tropas, a região continua marcada por conflitos – ocupa a 11.ª posição no ranking do Atlas da Violência, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública – e ainda tem forte presença das Forças Armadas. Na agenda do pré-candidato, o principal ponto será uma visita à sede da 23.ª Brigada de Infantaria do Exército, com a participação de “todos” os comandantes dos quartéis de Marabá. Ao lado de Bolsonaro estará um dos ex-comandantes militares da Amazônia, o general da reserva Augusto Heleno Ribeiro Pereira. Cotado para vice na chapa do presidenciável, o general disse que o passado da guerrilha está superado e não tem conexão com o presente. “É uma viagem sentimental”, afirmou. O general Heleno lembrou que foi da brigada de Marabá que saiu um contingente importante para atuar na missão das Nações Unidas no Haiti, comandada por ele em 2004 e 2005. Ele reconheceu que a área não é rota de narcotráfico nem região de fronteira para manter uma grande presença do Exército, mas é emblemática por sua complexidade. “É uma região enorme no coração da Amazônia Oriental, de grandes problemas internos, de desmatamento, de conflitos sociais e atuação de movimentos de reforma agrária. Politicamente, é importante manter uma tropa.” Se na época do combate à guerrilha, a selva do Pará chegou a abrigar 2 mil homens do Exército, as seis unidades militares na região mantêm atualmente o dobro de soldados.

Estadão

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