12 de julho de 2018, 07:10

BRASILBase de Crivella contabiliza apoio para barrar impeachment

Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil

Marcelo Crivella

Vereadores governistas contabilizaram nesta quarta-feira, 11, pelo menos 30 votos, de um total de 51, para barrar o pedido de impeachment do prefeito Marcelo Crivella (PRB) em sessão extraordinária nesta quinta-feira, 12, na Câmara Municipal do Rio. A avaliação de que o processo será barrado é feita até mesmo por fontes ligadas à oposição, cuja disposição é desgastar ao máximo a base do prefeito. Crivella foi flagrado oferecendo a líderes religiosos supostas vantagens, como cirurgias grátis para fiéis e facilidades para isenção de IPTU para templos. As ofertas suspeitas foram feitas em reunião fechada no Palácio da Cidade, na semana passada, revelada pelo jornal O Globo. Nesta quarta-feira, a avaliação da prefeitura e seus apoiadores era de que a oposição não teria muito mais do que os 17 votos que conseguiu para aprovar o requerimento de convocação da reunião. Para aprovar o impeachment, são necessários 34 votos. As articulações do governo estão a cargo do secretário da Casa Civil, Paulo Messina. Quadro do PRB e visto como “primeiro-ministro”, Messina obteve uma vitória nesta quarta-feira. O prefeito demitiu Cesar Benjamin, desafeto de Messina, do cargo de secretário de Educação. Os dois secretários estavam em atrito. Benjamin publicou uma carta em sua página no Facebook comentando sua exoneração. “Toda a articulação para a minha saída foi feita pelas minhas costas. Não recebi sequer um telefonema. O prefeito agradeceu desta maneira a minha dedicação à causa da educação.” A prefeitura não comentou a demissão. A Secretaria de Educação é considerada um ativo importante na disputa política desta quinta-feira, na sessão que está marcada para começar às 14h.

Estadão

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