13 de junho de 2018, 20:30

ECONOMIAEconomia criativa é destaque em fórum de negócios

Foto: Pedro Castro

Fórum Baiano de Negócios e Oportunidades Internacionais

A economia criativa foi um dos destaques do I Fórum Baiano de Negócios e Oportunidades Internacionais, realizado nesta quarta-feira (13) no auditório da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB). “Há muitos anos grupos culturais, como o Olodum, estão inseridos nos negócios internacionais, levando a imagem e a cultura da Bahia para o mundo. É necessário que setores do turismo, como a hotelaria, estejam associados a estas iniciativas que têm como objetivo ‘mostrar a cara’ da Bahia para o mundo”, afirmou o coordenador do fórum e diretor-geral do Centro de Estudos e Estratégias em Relações Internacionais (CEERI), Leonel Leal Neto. Segundo um dos participantes do evento, o presidente do Olodum, João Jorge, “desde 1985 o Olodum descobriu a importância dos ativos culturais e criativos. Criamos o Projeto Rufar dos tambores, o Teatro Olodum, a Banda Olodum, a nossa loja e levamos esta marca ao mundo, internacionalizando assim a Bahia”. Ele recordou as vindas à Bahia de diversas personalidades, como Michael Jackson e Paul Simon. “Também é significativa a presença do Olodum em 37 países nos últimos 28 anos”, frisou. Nas mesas temáticas também foram discutidos temas como a importância da governança para as relações internacionais; tecnologia para empresas e start ups a e as “cidades-inteligentes”, também denominadas smart cities. Leonel Leal Neto pontuou que o fórum conseguiu trazer a Salvador vinte e quatro instituições locais, nacionais e internacionais com o intuito de debater como impulsionar a economia e gerar desenvolvimento através dos negócios internacionais. “Sobretudo num momento em que a economia passa por uma contração e os empreendedores buscam alternativas para contornar esta situação”, afirmou. Já o vice-presidente da FIEB, Ângelo Calmon, avaliou que “o empreendedorismo é fundamental para a retomada do crescimento no país. O Brasil anda muito fechado para o mundo. A desvalorização da moeda nacional facilita as exportações. Entretanto, estas devem existir junto com as importações. Enfim, é necessário que o país assine acordos bilaterais e que a gama de negócios internacionais beneficie também as médias, pequenas e microempresas”. O evento reuniu expressivas instâncias comprometidas com o desenvolvimento social e econômico do estado da Bahia para debater com lideranças, autoridades e estudiosos do Brasil e do exterior as efetivas contribuições que o relacionamento internacional pode aportar no incremento da economia e da inclusão social.

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