16 de maio de 2018, 12:15

BAHIAProjeto de Lei institui Dia Estadual da Consciência Humana

Pensando em promover reflexões e ações educacionais, artísticas e culturais no Estado da Bahia e difundir a temática da consciência humana na sociedade, a Fundação Ocidemnte levou até Assembleia Legislativa a proposta da criação do Dia Estadual da Consciência Humana. Hoje, esse dia já é uma realidade, publicada no Diário oficial no último dia 11, a Lei Nº 13. 932 institui o dia 10 de setembro como o Dia Estadual da Consciência Humana na cidade de Salvador.O primeiro passo para essa conquista foi em 2015, quando o projeto foi apresentado na Câmara de Vereadores e a data foi instituída através da Lei Municipal nº 100/2015. Hoje a meta é que incluir a Consciência no calendário nacional. “O projeto de Lei para que esse dia seja conhecido nacionalmente já está em tramitação”, contou Jeferson Freire, presidente da Fundação Ocidemnte. A Fundação tem 34 anos de existência e há 23 anos atua no segmento de educação, mas o seu diferencial sempre foi trabalhar com a consciência humana. Segundo Jeferson esse é um assunto em constante discussão no mundo, o que aumenta a necessidade de se trabalhar esse tema em todos os campos do ensino. “Trabalhar as competências socioemocionais é também uma das exigências da Base Nacional Comum Curricular. Com isso, práticas de meditação e noções de lei, como diferença entre certo e errado serão cada vez mais debatidas e postas em prática nas escolas”. A prática já é realidade na Ananda – Escola e Centro de Estudos. Na escola, localizada em Itapuã, os alunos iniciam o dia letivo com atividades diferentes, que incluem exercícios de alongamento para relaxar o corpo físico e na sequência exercícios de conectividade (reflexão, concentração, meditação, vibração, percepção, contemplação e exaltação). Todos os dias, antes de abrir o caderno e pegar o lápis e a borracha, os alunos da Ananda meditam durante trinta minutos. O silêncio impera em todas as salas de aula, da Educação Infantil ao Ensino Fundamental I e II. “Desde que a Ananda foi implantada, há 22 anos, já iniciamos com a prática da meditação”, destaca Carina Sales, Diretora da Escola.O estudante de Medicina Luciano Barreto Caldas, 21 anos, ingressou na Ananda aos 11 meses e já começou a ter a disciplina de Iniciação à Consciência. “Essa rotina durou até eu completar 17 anos. Percebi que isso ajudava não só nos estudos, como na vida em geral”. Mesmo depois de terminar o seu período escolar, ele não abandonou o exercício da meditação. “Acho muito importante a gente dar atenção ao nosso interior, se livrar da ansiedade e do nervosismo. Isso ajuda a tomar as decisões mais corretas”, avaliou o estudante.

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