15 de maio de 2018, 19:09

BRASILPF aponta elos da Operação Lava Jato com o narcotráfico

Foto: Divulgação

Operação Efeito Dominó, deflagrada nesta terça-feira, 15, prendeu doleiros, um deles delator, que lavavam dinheiro tanto para traficantes como para políticos

A Operação Efeito Dominó, desencadeada pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira, 15, apontou uma ligação entre envolvidos na Operação Lava Jato e o narcotráfico internacional. Foram cumpridos oito mandados de prisão nos estados do Rio de Janeiro, Pernambuco, Ceará, Paraíba, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e São Paulo. Entre os presos está o doleiro Carlos Alexandre de Souza Rocha, conhecido como Ceará, que trabalhava para outro doleiro, Alberto Youssef, um dos principais personagens da Lava Jato. A conexão dos doleiros seria com o traficante Luiz Carlos da Rocha, o ‘Cabeça Branca’, preso na Operação Spectrum, em julho de 2017. O ‘Cabeça Branca’ é considerado um dos maiores traficantes do Brasil e tem atuação em diversos países. Ele foi preso em Sorriso (MT) e transferido para o presídio de segurança máxima de Mossoró, no Rio Grande do Norte. De acordo com o delegado Igor Romário de Paula, coordenador da Operação Lava Jato em Curitiba, os doleiros atuavam como instituição financeira paralela para os dois lados. “Pessoas no Brasil precisavam de reais para utilizar na corrupção política e tinham dólares no exterior. Na outra ponta, o traficante precisava de dólares para comprar drogas no exterior e tinha dinheiro disponível no Brasil, que precisava ser lavado. Estes doleiros aproveitavam o fato de estarem exercendo uma atividade legal para lavar o dinheiro do tráfico”, explicou o delegado.

Estadão

Comentários