8 de maio de 2018, 10:38

EXCLUSIVADe quem Leão pensa que está falando?

Foto: Divulgação/Arquivo

João Leão viu, no caso de Wagner virar candidato a presidente, a chance de virar senador e botar Lídice de carona

Ainda que todas as especulações circulem em tese, porque nada de concreto existe com relação à possibilidade de Jaques Wagner incorporar o Plano B do PT à Presidência da República, não deixa de ser curiosa a posição a que aliados do governador Rui Costa (PT) rebaixaram a senadora Lídice da Mata (PSB) no jogo de ajustes a que se presta um novo cenário que pode emergir de uma eventual candidatura do ex-governador da Bahia à sucessão presidencial.

Dada as aspirações legítimas que possui de concorrer à reeleição e ao próprio estofo político que ostenta, seria natural que o nome de Lídice emergisse como alternativa praticamente automática à vaga originalmente destinada a Wagner na chapa de Rui no caso de o petista concorrer à Presidência. Eis, no entanto, que tal qual um cavaleiro das trevas para o PSB, surge o vice-governador João Leão (PP) dizendo que, neste caso, a vaga passaria a ser dele.

A Lídice, a partir do novo momento que ainda não veio, Leão acrescenta, cheio de si, caberá o posto de candidata a vice na chapa de Rui. Simples assim. Para completar, o deputado estadual Marcelo Nilo (PSB), ex-presidente da Assembleia e das mais hábeis raposas políticas baianas da atualidade, ainda dá o beneplácito à sugestão de Leão, antecipando que a senadora pode aceitar a candidatura a vice de bom grado. Como assim, queridos irmãos?

Se desde o princípio, quando este mesmo Política Livre levantou, pela primeira vez, a hipótese de Wagner concorrer à Presidência da República, todas as expectivas voltaram-se, naturalmente, para o fato de Lídice vir a ocupar seu espaço numa das duas vagas ao Senado, tendo ao seu lado o deputado Angelo Coronel, do PSD, como acontece de agora, de uma hora para outra, Leão achar que pode dar seu cavala de pau, colocando-a na carona?

Seria melhor o vice-governador do PP ir tratando de colocar as barbas de molho e assumir ares urgentes de comedimento, se não quiser enfrentar a ira da onda esquerdista que na Bahia começa a formar ao lado do projeto da senadora de se reeleger. A menos que planeje virar um peso morto na tentativa de deslocar-se da vice em que parecia, aos olhos de todos, perfeitamente acomodado, para a aventura – aos olhos do PSB – de querer galgar o Senado.

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