17 de maio de 2018, 09:43

BAHIAAdvogados se reúnem e lançam “Movimento Renova OAB”

Foto: Divulgação

Um grupo de advogados se reuniu na noite desta quarta-feira (16) para lançar o “Movimento Renova OAB” em um auditório de um prédio empresarial na Avenida Magalhães Neto. O evento, que contou com a participação de nomes como Marcos Oliveira, Maurício Goes e Goes, Gamil Föppel, Laila Hage e Washington Pimentel, discutiu os rumos da advocacia baiana e as ações da Ordem dos Advogados do Brasil na Bahia (OAB/BA).O advogado e professor Gamil Föppel, pontuou que a atual ordem precisa de eficiência e transparência. “Como advogado percebo que coisas simples poderiam ser resolvidas pela Ordem com um pouco de boa vontade. Nós nunca precisamos de cargo para lutar pela nossa classe. Precisamos reconhecer que há omissões institucionais imperdoáveis há muito tempo. Esse é um movimento novo, com lideranças novas que quer estruturar um projeto político baseado na eficiência e transparência”, disse.
“Esse é um movimento de renovação de ideias, de pessoas e de iniciativas, que surgiu da insatisfação de parte dos advogados baianos. O movimento não está personificado em ninguém, estamos aqui para discutir ideias e ouvir todos aqueles que querem contribuir para uma advocacia mais justa, unida e digna”, disse Marcos Oliveira. Durante o evento, Laila Hage comentou sobre a importância da participação das mulheres nas instituições e movimentos. “Eu abri meu escritório há um ano e comecei a sentir na pele o que muitos advogados sentem. Gamil foi meu professor e eu vi neste movimento uma possibilidade de ser ouvida e foi isso que aconteceu. Enquanto empresária e mulher, eu percebo que há uma disparidade de gênero. As faculdades formam anualmente muito mais mulheres do que homens, mas na prática vemos uma prevalência masculina no mercado”, afirmou. Para o advogado Washington Pimentel, os jovens advogados vislumbram no Movimento uma oportunidade de terem voz. “Sempre entendi que era importante fortalecer a instituição que em tese nos representa. Com um ano de formado, abri meu próprio escritório e posso dizer que a verdade é que hoje a justiça do trabalho não funciona. Os jovens advogados se sentem desamparados. Precisamos ser ouvidos e fazer diferente”, explicou.

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