16 de abril de 2018, 13:06

MUNDOCom ex-presidente preso, Peru cria ‘Comissión Lava Jato’

O procurador-geral da Nação do Peru, Pablo Sánchez Velarde, diz abertamente ter sofrido críticas e acusações de grupos políticos depois de o Ministério Público levar para cadeia um ex-presidente peruano, agir para o pedido de prisão de outro ex-ocupante do Palácio do Governo e ainda investigar dois outros ex-chefes do Executivo. “Eles sabem que nós vamos investigá-los.””Temos um grupo de 30 procuradores e estamos indo muito bem na investigação vinculada à Lava Jato. Não se sente a pressão política, mas há forte opinião contra nosso trabalho no mundo político. Dizem que estamos investigando mal e fazendo perseguição”, disse o procurador ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado.O trabalho dos procuradores, liderado por Sánchez Velarde, gerou impacto político nunca visto no Peru. A investigação que envolve a maior empreiteira brasileira já levou para a cadeia o ex-presidente Ollanta Humala acusado de receber US$ 3 milhões de caixa dois da Odebrecht. Há, ainda, pedido de prisão para Alejandro Toledo que teria ficado com outros US$ 20 milhões pela construção da rodovia Interoceânica, que liga o Brasil ao Peru, mas está foragido nos Estados Unidos.Outros dois ex-presidentes – Alan García e Pedro Pablo Kuczynski – são investigados, sendo que o último renunciou no mês passado em meio à apuração das autoridades de que ele teria recebido dinheiro da Odebrecht quando ainda era ministro de Toledo, entre 2005 e 2006.

Estadão

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