16 de abril de 2018, 08:09

BRASILGeraldo Alckmin dá largada em campanha sob pressão

Pressionado a apresentar melhores resultados nas pesquisas de intenção de voto e se firmar como o candidato do centro à Presidência da República, o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) viveu momentos de susto e alívio em sua primeira semana longe do Palácio dos Bandeirantes. Se, por um lado, ele ficou fora das investigações da Operação Lava Jato no Estado, o tucano viu novamente seu desempenho eleitoral ser colocado em xeque. No âmbito jurídico, Alckmin temia que o rótulo de “investigado pela Lava Jato” contaminasse sua campanha, e por isso comemorou o envio do inquérito para apurar recebimento de caixa 2 à Justiça Eleitoral. A avaliação interna agora é que a decisão dá ao tucano uma narrativa segura para se defender e não cair na vala comum da corrupção que aflige outros políticos. “Não será danoso para nós (a apuração do caso pelo TSE). Danoso é ficar sem julgar e ele sempre ser citado como envolvido na Lava Jato. No meio de tudo isso que está acontecendo, Alckmin tem todas as condições de responder sobre esse caso na campanha”, afirma o deputado federal Silvio Torres, membro da executiva nacional do PSDB e principal aliado de Alckmin no Congresso. Em pesquisa divulgada neste domingo, 15, pelo Datafolha, o ex-governador aparece, no melhor dos nove cenários avaliados, com 8% das intenções de voto, atrás de seus principais adversários. Ele vê Marina Silva (Rede) e Ciro Gomes (PDT) herdarem votos do ex-presidente Luiz Inácio da Lula da Silva (condenado e preso na Lava Jato) e o crescimento da preferência pelo nome de Joaquim Barbosa – o ex-ministro do STF se filiou ao PSB para concorrer ao Planalto. O Datafolha mostrou ainda que, nesta largada da campanha ao Palácio do Planalto, o tucano deixa o governo com aprovação de 36% do eleitorado paulista, índice inferior aos 55% de José Serra em 2010 e aos 66% de popularidade que o próprio Alckmin registrou em 2006. Em nota, o tucano diz que neste momento “candidaturas seguras se misturam a meras possibilidades”.

Estadão Conteúdo