13 de março de 2018, 18:45

ECONOMIAVarejo baiano cai 1,1% em janeiro

As vendas no comércio varejista baiano registraram queda de 1,1% no mês de janeiro, quando comparado a igual mês do ano de 2017. No varejo nacional as vendas cresceram em 3,2%, em relação à mesma base de comparação. Na análise sazonal, a taxa do comércio varejista no estado baiano apresentou variação negativa de 0,9%. Os dados foram apurados pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI). O resultado das vendas na Bahia no mês de janeiro é conjuntural, pois passada as festas de fim de ano, os consumidores normalmente voltam à atenção para as suas despesas com matrícula e materiais escolares, pagamentos de impostos, como IPTU e licenciamento de veículos. Outro aspecto a ser destacado é que o segmento de Móveis e eletrodomésticos que vinha registrando taxas elevadas apresentou nesse mês crescimento mais aquém de 3,5%, em razão, muito provavelmente, ao segmento apresentar elevada base de comparação em janeiro de 2017, quando apresentou variação positiva em 10,4%. Por atividade, os dados do comércio varejista do estado da Bahia, quando comparados a janeiro de 2017, revelam que cinco dos oito segmentos que compõem o Indicador do Volume de Vendas registraram comportamento positivo. Listados pelo grau de magnitude das taxas em ordem decrescente, têm-se: Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (16,0%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (15,3%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (9,6%); Livros, jornais, revistas e papelaria (8,6%); Móveis e eletrodomésticos (3,5%). Os segmentos de Combustíveis e lubrificantes, Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo e Tecidos, vestuário e calçados registraram variações negativas de 9,6%, 6,6% e 2,2%, respectivamente. No que diz respeito aos subgrupos, verifica-se que registraram variações negativas os subgrupos de Móveis, Eletrodomésticos e Hipermercados e supermercados com taxas de 17,3% e 14,1%, e 1,2%, respectivamente. Quanto aos segmentos que mais influenciaram o comportamento negativo das vendas na Bahia tem-se: Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo e Combustíveis e lubrificantes.