13 de março de 2018, 11:51

BRASILRaquel pede ao Supremo que inclua emails de Marcelo Odebrecht em inquérito contra Mantega

Foto: Reprodução

Marcelo Odebrecht

A Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que sejam juntados ao inquérito que investiga o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega parte dos e-mails recém entregues pelo empresário Marcelo Odebrecht à Justiça. As mensagens, diz a defesa de Marcelo, esclarecem de ‘modo inequívoco’ como se deu a suposta participação do então ministro na aquisição, pela Previ (Fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil), do empreendimento ‘Parque da Cidade’, na Zona Sul de São Paulo, comprado em 2012 por R$ 817 milhões da Odebrecht. O esquema teria envolvido um repasse de R$ 27 milhões ao Partido dos Trabalhadores (PT). “Na busca de elementos relativos ao objeto das ações penais e inquéritos em curso perante o Supremo Tribunal Federal, foram encontradas mensagens eletrônicas complementares aos fatos em apuração nestes autos, documento intitulado Anexo 6.1.2 “‘Crédito OR: Intervenção de Guida Mantega sobre a Previ: Aquisição de Shopping e Torre Comercial no empreendimento Parque da Cidade (BMX)’”, afirma a PGR no pedido ao ministro Ricardo Lewandowski, relator do inquérito. O esquema foi relatado por colaboradores da Odebrecht e deu origem ao inquérito que investiga Mantega, os deputados Carlos Zarattini (PT), João Carlos Bacelar (PR) e o ex-deputado Cândido Vaccarezza, então do PT, aberto no início de 2017. De acordo com os delatores, em 2012, Zarattini, Bacelar e Vaccarezza, todos deputados à época, solicitaram a Odebrecht Realizações Imobiliárias (OR) o pagamento de valores ilícitos em contrapartida a atuação dos parlamentares em prol da aprovação final, no âmbito da Previ, da aquisição pela empresa da torre comercial e de shopping no empreendimento ‘Parque da Cidade’, cuja construção e comercialização era de responsabilidade da OR. O esquema teria tido o aval e atuação de Mantega. Do valor combinado, R$27 milhões, R$ 5 milhões seriam destinados de forma específica a Carlos Zarattini e ao então parlamentar Cândido Vaccarezza.

Estadão

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