13 de março de 2018, 07:20

BRASILNa Papuda há 3 meses, Maluf mantém imóvel funcional

Foto: Divulgação

Paulo Maluf

Quase três meses após sua prisão, o deputado afastado Paulo Maluf (PP-SP) ainda não devolveu o apartamento funcional que ocupava em Brasília quando exercia o mandato. A Câmara havia estipulado o dia 20 de janeiro como prazo final para a desocupação do imóvel, mas os advogados de Maluf pediram mais tempo para providenciar o transporte dos pertences dele para São Paulo. A Câmara atendeu ao pedido da defesa e não fixou um prazo final para a entrega das chaves, sob o argumento de que não há má-fé. De acordo com a assessoria da Casa, se não houver efetiva ação para desocupação do imóvel, Maluf pode ser alvo de ação de despejo pela Advocacia-Geral da União (AGU). O advogado de Maluf, Marcelo Turbay, afirma que até o fim do mês as chaves do imóvel serão entregues. “A assessoria do deputado já se comprometeu a realizar a desocupação e, assim que terminada, fazer a devolução do imóvel”, disse o defensor, que não explicou o motivo da demora. Maluf foi preso em 20 de dezembro, após condenação a 7 anos e 9 meses por lavagem de dinheiro pelo Supremo Tribunal Federal. Desde então o apartamento vem sendo frequentado apenas pela empregada doméstica do parlamentar, que fica no imóvel de terça a quinta-feira. Segundo funcionários que trabalham no prédio, advogados passam pelo local ao menos uma vez por semana. Turbay disse que a equipe de advogados não frequenta o imóvel desde a prisão de Maluf. Ainda em dezembro, a Câmara cortou de Maluf o salário de R$ 33,7 mil e a verba de gabinete de R$ 101,9 mil, além da estrutura de servidores e recursos oferecidos aos parlamentares que estão exercício do mandato, como cota para viagens. Na ocasião, a defesa de Maluf foi notificada do prazo de 30 dias para devolver as chaves do apartamento funcional. O prazo venceu em 20 de janeiro e, desde então, está sendo cobrada de Maluf uma multa diária de R$ 141,76 – o equivalente a 1/30 dos R$ 4.253 referentes ao auxílio-moradia. O valor final da multa será calculado quando o apartamento for entregue. Se não quitar o débito, o nome do parlamentar será inscrito no cadastro de devedores da União. Quando for entregue, o apartamento ficará disponível a quem não foi contemplado com uma das 432 unidades no Plano Piloto oferecidas pela Câmara a parlamentares no exercício do mandato.

Estadão

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