8 de fevereiro de 2018, 15:20

ECONOMIAProdução industrial baiana registrou queda de 1,7% em 2017

Foto: Divulgação

Em dezembro de 2017, a produção industrial da Bahia recuou 1,5% em relação ao mês de novembro do mesmo ano

De acordo com dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), em dezembro de 2017, a produção industrial (de transformação e extrativa) da Bahia, ajustada sazonalmente, recuou 1,5% frente ao mês imediatamente anterior, após crescer 3,4% em novembro último. Na comparação com igual mês do ano anterior, a indústria baiana assinalou decréscimo de 1,8%. A variação acumulada no período de janeiro a dezembro de 2017 registrou taxa de -1,7% em relação ao ano anterior. No confronto com igual mês do ano anterior, a indústria apresentou decréscimo de 1,8%, com sete das doze atividades pesquisadas assinalando queda da produção. Os setores de Coque, produtos derivados de petróleo e biocombustíveis (-16,5%) e de Metalurgia (-22,9%) foram as principais influências negativas no período, explicadas pela menor produção de gasolina automotiva e óleos combustíveis, no primeiro; e de barras, perfis e vergalhões de cobre e de ligas de cobre, no segundo. Outros resultados negativos no indicador foram observados nos segmentos de Minerais não-metálicos (-20,0%), Couros, artigos para viagem e calçados (-17,8%) e Celulose, papel e produtos de papel (-1,5%). As principais contribuições positivas ficaram com Veículos (27,5%) e Produtos químicos (9,2%), impulsionadas pela maior fabricação de automóveis; e de etileno não-saturado, polietileno linear e propeno não-saturado, respectivamente. Outros setores que apresentaram resultados positivos foram: Indústrias extrativas (19,1%), Produtos alimentícios (7,0%) e Bebidas (4,4%). No acumulado do período de janeiro a dezembro de 2017, comparado com o mesmo período do ano anterior, a produção industrial baiana registrou queda de 1,7%. Seis dos 12 segmentos da indústria geral influenciaram o resultado, com destaque para Coque, produtos derivados de petróleo e biocombustíveis com recuo de 10,9% e Metalurgia, que teve queda de 26,6%, pressionados, principalmente, pela menor fabricação de óleo diesel, óleos combustíveis e naftas para petroquímica, no primeiro; e de barras, perfis e vergalhões de cobre e de ligas de cobre, no segundo. Importante ressaltar também os resultados negativos assinalados por Celulose, papel e produtos de papel (-2,0%) e Produtos de minerais não metálicos (-2,2%). Em sentido contrário, a atividade Veículos (30,8%) apresentou a principal influência positiva, impulsionada, em grande parte, pela maior fabricação de automóveis. Vale citar ainda o crescimento em Couros, artigos para viagem e calçados (5,5%), Produtos de borracha e de material plástico (6,6%) e Produtos alimentícios (2,8%).

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