9 de fevereiro de 2018, 16:11

ECONOMIAItaú Unibanco reduz projeção para IPCA de 2018 de 3,8% para 3,5%

O Itaú Unibanco reduziu a expectativa para a taxa de inflação deste ano e manteve a de 2019, conforme relatório divulgado nesta sexta-feira, 9. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2018 passou de 3,8% para 3 5%, enquanto a do ano que vem foi mantida em 4,0%. Conforme o banco, a diminuição na projeção para a inflação de 2018 deveu-se à revisão na estimativa para a taxa de câmbio, que saiu de R$ 3 50 para R$ 3,25 no fim de 2018. Para 2019, a expectativa saiu de R$ 3,60 para R$ 3,30.”Reduzimos a projeção para inflação deste ano para 3,5%, devido à revisão nas previsões para taxa de câmbio e à expectativa de mudança na bandeira tarifária na conta de luz de dezembro de vermelha patamar 1 para amarela, com impactos no IPCA de -0,2 ponto e de 0,1 ponto porcentual, respectivamente”, explica.Enquanto em 2017, a bandeira tarifária era a vermelha 1, que tem custo mais elevado, o banco estima que no fim deste ano a cor da bandeira a ser adotada será a amarela, com cobrança inferior.O Itaú Unibanco aguarda 1,0% no IPCA fechado do primeiro trimestre, após 0,96% em igual período de 2017. Para o segundo trimestre, a projeção para a inflação é de 1,1%; de 0,5% para o terceiro; e de 0,8% para o quarto trimestre.Para 2019, manteve a projeção para inflação medida pelo IPCA ao redor de 4,0%.”Apesar da menor inércia a ser gerada pela revisão na projeção para a inflação deste ano, contamos com uma devolução em 2019 do efeito de baixa da bandeira tarifária incorporado neste ano na conta de luz”, explica a nota.Conforme o banco, os principais fatores de risco para o cenário de inflação seguem atrelados às questões políticas domésticas e à evolução do cenário internacional.De acordo com a instituição, a retomada da atividade prossegue, o que deve permitir um crescimento de 3,0% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018 e de 3,7% em 2019. “Mas o balanço de riscos é voltado para baixo. As projeções supõem a continuidade da agenda de reformas. Caso haja uma percepção de interrupção ou mesmo de reversão desse processo, a manutenção da recuperação da atividade poderá ser colocada em risco, em particular caso a retirada de estímulos monetários globais se intensifique”, avalia.O banco reduziu as projeções para a taxa média de desemprego deste ano de 12,1% para 12% e de 11,2% para 11,0% na de 2019, incorporando, segundo o banco, uma taxa de participação mais baixa.

Estadão

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