1 de fevereiro de 2018, 17:20

EXCLUSIVAEm Assembleia vazia, Rui ataca SP e culpa governo Temer por recessão

Foto: Política Livre

Rui lê discurso em solenidade de reabertura do ano 2018 na Assembleia Legislativa

Na parte mais política do discurso que faz neste momento na solenidade de reabertura dos trabalhos da Assembleia Legislativa, o governador Rui Costa (PT) disse que o país mudou muito nestes três anos em que governa o Estado, vivenciando vários retrocessos, “quer sejam na política, na economia, quer sejam nos modos de convívio social, inclusive com a ampliação da intolerância”. Segundo ele, “o esvaziamento da democracia e os entraves da economia” bloquearam um projeto de desenvolvimento que pudesse ser concebido com responsabilidade e segurança. “Com tudo isso”, afirmou Rui Costa, “não se consegue retomar o ritmo de crescimento e o país desembocou em uma profunda e prolongada recessão e os Estados da Federação sentiram fortemente este impacto”. Ele também afirmou que, de sua parte, não admite que a Bahia seja desrespeitada ou ameaçada por ninguém e que não hesitará em promover a responsabilidade política e jurídica dos agentes públicos envolvidos, caso a ameaça se confirme. “Os interesses dos baianos sempre irão nortear meu trabalho. Vivemos em uma Federação, cláusula pétrea da Constituição, e não admitiremos atos arbitrários para extrair alinhamentos políticos, algo possível somente na vigência de regimes ditatoriais”. Ao lembrar que os governadores do Nordeste têm se unido para evitar a discriminação da região, ele disse que o refinanciamento da dívida dos Estados foi um exemplo disso. “Foi dado tratamento especial a São Paulo, que não podia mais se endividar, mas a União resolveu a questão, alargando a dívida do Estado paulista e dificultando a vida dos Estados dos nordestinos. “Nós pagamos a conta, financiamos o Estado de São Paulo e ainda nos impuseram a pecha de que somos sustentados pelo Bolsa Família”, declarou, afirmando que sente imenso orgulho de ter sido reconhecido nacionalmente – pela segunda vez consecutiva – como o governador que mais realizou seus compromissos. “Esse reconhecimento aumenta ainda mais a nossa vontade de trabalhar”, declarou. Apesar do discurso forte e recheado de números que o governador faz e da presença dos governistas, para políticos trata-se da solenidade de reabertura dos trabalhos mais esvaziada dos últimos anos na Assembleia.

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