13 de fevereiro de 2018, 08:22

BRASILAbrir mão do Estado pode custar caro a Alckmin e a tucanos

Já faz quase dez anos, mas a lembrança da eleição de 2008 ainda está bem marcada na memória do governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB). Ele bateu o pé, dividiu o palanque governista em dois e viabilizou sua candidatura à Prefeitura de São Paulo contra Gilberto Kassab (PSD), dono da máquina, vice de José Serra e aliado de primeira ordem do PSDB. O resultado é conhecido: na terceira colocação, viu Kassab ir ao segundo turno com Marta Suplicy, ainda petista, e depois assegurar a reeleição com o apoio dos tucanos. Em 2018, Alckmin está do lado oposto. Ao defender palanque único na corrida estadual, luta contra o risco de perder o comando do governo (em plena campanha para a Presidência), não fazer seu sucessor (repetindo o erro de Aécio Neves em Minas em 2014) e ainda ver a chance de angariar apoios nacionais usando o Estado como moeda de troca se distanciar. Se no cenário nacional Alckmin não se firmou como candidato competitivo para substituir Michel Temer nem se mostrou capaz de unificar as forças do centro político, mesmo após a condenação de Lula em segunda instância, no cenário estadual o que está em risco é o legado alckmista. Leia mais no Estadão.

Estadão

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