13 de janeiro de 2018, 07:16

BRASILMinistério da Cultura reformula Centro Técnico Audiovisual e foca em capacitação

O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, deu posse hoje (12) no Rio de Janeiro à nova diretora do Centro Técnico Audiovisual (CTAv), Daniela Pfeiffer. Na cerimônia, ambos apresentaram um projeto para a realização de várias atividades previstas até o fim de 2018. O foco do órgão será a capacitação, mas também haverá preocupação com a preservação de acervo, a divulgação de conteúdo audiovisual e o estimulo à pesquisa.Daniela Pfeiffer é produtora cultural, professora da Universidade Federal Fluminense (UFF) e possui 17 anos de experiência no mercado audiovisual. Em seu discurso, o ministro Sá Leitão disse que ela terá o desafio de realizar quatro anos em um. “Identificamos que o CTAv pode ser o principal executor de uma política de formação e de capacitação no audiovisual e que tenha alcance nacional”, avaliou.Fundado em 1985, o CTAv é fruto de uma parceria entre a extinta Embrafilme e a canadense National Film Board (NFB). Na época, o acordo de cooperação tinha como objetivo o apoio ao desenvolvimento da produção cinematográfica brasileira, dando prioridade ao realizador independente de filmes de curta, média e, eventualmente, longa-metragem. De lá pra cá, o CTAv passou por diversas transformações, se vinculou a distintos órgãos, mas permaneceu sendo um referência como polo de apoio à produção independente. Em 2003, foi incorporado à estrutura da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, na qual permanece desde então.Entre as atividades previstas para 2018 estão cursos presenciais em diversos estados e também virtuais por meio de ferramentas digitais, apoio técnico a produções audiovisuais incluindo o empréstimo de equipamentos e a disponibilização de estúdios para produções de baixo orçamento, além da oferta de suporte aos realizadores. Também faz parte do projeto uma interlocução com a população do entorno da sede do CTAv, em Benfica, na zona norte do Rio de Janeiro, uma área cercada por comunidades.”Hoje, um desafio que todos nós temos é dar um sentido e muitas vezes um sentido profissional aos nossos jovens, sobretudo nas periferias. Muitos vezes, os jovens não se sentem estimulados pelo tipo de emprego que lhes é ofertado. Sobretudo aqueles que já têm uma inserção no mundo digital ou que já têm uma tendência para a proatividade e não se interessam por atividades meramente mecânicas. E aí entra a atração da economia criativa”, disse Sá Leitão. Haverá cursos presenciais específicos para os jovens que vivem nas proximidades da sede de Benfica. O CTAv também planeja oferecer uma sala de cinema com programação regular e aberta à comunidade. Outra meta é abrir, em cidades diferentes, mais salas de cinema vinculadas ao órgão.

Agência Brasil

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