7 de dezembro de 2017, 06:50

BRASILSenador pede prisão de ex-procurador e, depois, diz que foi engano

Foto: Agência Estado

Ataídes Oliveira

O senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO), presidente da CPMI da JBS, divulgou representação em que pedia à Procuradoria-Geral da República (PGR) que solicitasse a prisão do ex-procurador Ângelo Vilella. O pedido estava em documento que também tratava da mesma medida para o ex-procurador Marcello Miller, ambos envolvidos na delação premiada da JBS. Segundo o gabinete do parlamentar, o pedido de prisão contra Vilella, no entanto, foi um erro. O nome de Vilella teria sido incluído na representação por engano. Ele não será alvo de pedido de prisão em representação elaborada pelo parlamentar. Apesar disso, a assessoria de Ataídes Oliveira informou que a representação correta, sem menção a Vilella, será protocolada na PGR nesta quinta-feira, 7. No documento correto, Ataídes Oliveira pede que a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, faça um novo pedido de prisão contra o ex-procurador Marcello Miller. Isso porque a CPMI conseguiu, argumenta o senador na representação, estabelecer uma cronologia dos fatos que evidenciam, “com uma clareza solar, a participação efetiva e criminosa” de Miller na colaboração premiada dos irmãos Batista, donos da JBS. O acordo está suspenso porque os delatores teriam omitido informações das autoridades mesmo após o acordo firmado com a PGR. Em nota, a defesa de Marcello Miller diz que considera “estranha” a notícia de representação por prisão, tendo em vista que a única autorização legal para pedidos cautelares por presidente da CPI mista diz respeito a bens, e mesmo assim quando houver “indícios veementes da proveniência de bens ilícitos”.

Estadão

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