7 de dezembro de 2017, 15:13

BRASIL‘O PSDB envelheceu’, diz ex-presidente do Banco Central

O ex-presidente do Banco Central (BC) e sócio da Gávea Investimentos, Arminio Fraga, afirmou nesta quinta-feira, 7, que está esperançoso com a “janela de oportunidade” que se abre para o Brasil com o novo governo a partir de 2019, mas vê sinais de populismo no ar. Fraga descartou a possibilidade de se engajar na campanha eleitoral de 2018 e disse que o PSDB envelheceu, ressaltando que não é filiado ao partido. “Quem ganhar a eleição ano que vem vai encontrar um desafio gigantesco. Estamos olhando para uma janela de oportunidade em 2019, dependendo do governo escolhido e dependendo da qualidade do debate em 2018”, disse Arminio, em palestra no “II Fórum: a mudança do papel do Estado: estratégias para o crescimento”, promovido pela Fundação Getulio Vargas, em parceria com a Universidade Columbia. O economista disse que vê “sinais de populismo no ar, o que me preocupa, porque seja quem for eleito, terá o mandato” para fazer mudanças na economia. “Estou esperançoso, mas acho que não é garantido” que a janela de oportunidade para fazer as reformas será aproveitada. “É muito difícil derrotar um regime populista nas urnas. Em geral, eles quebram. De certa maneira, o nosso quebrou”, afirmou Arminio na palestra. Na saída do evento, o ex-presidente do BC disse que a ameaça populista é clara. “A ameaça populista já chegou, é só ver alguns dos discursos”, afirmou Arminio, evitando citar nomes. Questionado sobre a desfiliação recente de economistas ligados ao PSDB, como Gustavo Franco e Elena Landau, Arminio destacou que não é filiado ao partido. Na campanha de 2014, o ex-presidente do BC foi consultor da candidatura do senador Aécio Neves (PSDB-MG). Para 2018, Arminio disse que não se vê engajado na campanha. “A política em geral envelheceu. O PSDB foi junto”, afirmou.

Estadão

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