7 de dezembro de 2017, 07:00

BRASILAécio Neves cogita faltar à convenção tucana neste sábado

Foto: Dida Sampaio / Estadão

Aécio Neves

O senador Aécio Neves (MG) se despediu nesta quarta-feira, 6, da presidência do PSDB sem ainda ter decidido se vai à convenção da sigla neste sábado, em Brasília. Na condição de presidente licenciado da legenda, ele fez um discurso incisivo na última reunião da atual Direção Executiva do PSDB. Em uma fala que durou cerca de 20 minutos, Aécio se defendeu das denúncia da Procuradoria-Geral da República, cobrou “clareza” nas posições políticas da sigla, exaltou sua gestão à frente do partido e afirmou que foi inicialmente contra a ocupação de cargos no governo Michel Temer. “Me incomoda pessoalmente algumas avaliações superficiais, eu diria até primárias, de quem não tem o menor conhecimento do PSDB”, disse o senador. Segundo relatos de participantes, Aécio lembrou que as reformas trabalhista e da Previdência foram “condições” do partido para apoiar o governo. “Não há espaço para concessões. Defendo posição fechada. Pior do que a reforma ser aprovada sem os votos do PSDB, é ela não ser aprovada por falta dos votos do PSDB”, disse. Sobre as denúncias, ele voltou a dizer que os recursos repassados pela JBS para a campanha presidencial foram de doações a diretórios regionais e candidatos estaduais e que o pedido de R$ 2 milhões a Joesley Batista foi empréstimo pessoal. Após ser gravado pedindo o montante ao empresário, dono do Grupo J&F, o senador foi denunciado pela PGR por corrupção passiva e obstrução da Justiça. Aécio também é alvo de outras oito investigações na Corte por suspeitas levantadas em delações da Odebrecht, do senador cassado Delcídio Amaral e do lobista Fernando Moura. No fim da reunião, Aécio distribuiu aos presentes um “balanço de gestão” de sua presidência. No documento de nove páginas, o senador rebateu as críticas de que o PSDB estaria fragilizado por causa das suas divisões internas.

Estadão

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