14 de novembro de 2017, 08:20

BAHIARui Costa aguarda decisão da Justiça sobre empréstimo

Foto: Divulgação/GOVBA

Governador Rui Costa

O governador Rui Costa voltou a falar sobre o imbróglio envolvendo o empréstimo de R$ 600 milhões do Banco do Brasil ao Governo do Estado. O gestor declarou, durante a entrega de obras de requalificação no entorno da Arena Fonte Nova, que continua aguardando a decisão judicial para que o recurso seja liberado. “Os prazos estão concluídos e espero que haja uma posição favorável da Justiça para que possamos receber o empréstimo que vai permitir a construção de escolas e estradas”, afirmou o petista. O empréstimo havia sido autorizado no dia 13 de julho, mas foi suspenso no mesmo dia.Ele também reclamou sobre a retenção da verba de R$ 300 milhões para o metrô, que o Governo Federal não teria repassado. O Estado, segundo ele, já antecipou R$ 100 milhões. “Temos medição não paga do metrô e que o estado antecipou. Semana passada antecipamos R$ 100 milhões de caixa próprio, não só do metrô, mas de outras obras, como a Linha Vermelha, a Linha Azul, porque os recursos não chegam”.O governador disse ainda que as obras de requalificação do Centro Antigo estão encaminhadas. “Vamos fazer esse trecho da Fonte Nova e o contorno do Dique. A ideia é fazer a parte interna, dando acessibilidade, ciclismo, enfim, melhorando a infraestrutura. É um investimento bastante relevante”, acrescentou.O suplente de deputado federal Robinson Almeida (PT) voltou a acusar o grupo aliado do prefeito ACM Neto (DEM) de barrar o empréstimo de R$ 600 milhões. “Otto [Alencar, senador] declarou que o presidente Temer ligou para ele e disse que o governo não poderia liberar o empréstimo para o governo da Bahia porque havia uma interdição a pedido do Democratas. Se ele o fizesse, poderia ter o apoio do PSD, mas perderia o apoio do DEM, e isso aconteceu na véspera da votação da primeira denúncia. […] Tanto é que Temer teve todos os votos do grupo de Neto e o PSD abriu uma dissidência”, disse o petista. Já Afonso Florence (PT) afirmou que o impasse “é um escândalo” e também apontou os oposicionistas como responsáveis pela não liberação do dinheiro. O empréstimo estava em negociação desde o primeiro semestre deste ano. “Isso está prejudicando a população. Nós vamos continuar a denunciar essa prática coronelista”, disse à Tribuna.

Tribuna da Bahia

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