12 de outubro de 2017, 10:40

BRASILPF monitora Battisti no litoral paulista

A Polícia Federal monitora os passos de Cesare Battisti desde que o italiano foi solto após passar dois dias detido na fronteira com a Bolívia, sob acusação de evasão de divisas. No início desta semana a delegacia de Polícia Civil de Cananeia, no litoral paulista, recebeu um pedido da PF para fotografar a casa onde Battisti vive e confirmar que o italiano estabeleceu residência na cidade.”Isso é a praxe. Como a Polícia Federal não tem representação aqui ela nos pede apoio”, confirmou o delegado Weslley Franklin de Paula. A assessoria da PF foi procurada pela reportagem, mas não respondeu.O presidente Michel Temer poderá decidir nos próximos dias se revoga ou não o decreto assinado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último dia de seu governo – em 31 de dezembro de 2010 – e extraditar Battisti, condenado à prisão perpétua na Itália por quatro assassinatos. Na ocasião, Lula não seguiu a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) pela extradição. A defesa do italiano apresentou no fim de setembro um habeas corpus na Corte para evitar uma eventual revogação do decreto presidencial.Segundo fontes do Planalto, a equipe jurídica do presidente está debruçada sobre um parecer que pode servir como justificativa para a extradição do italiano. Temer tem indicado disposição em revogar a decisão de Lula, mas quer evitar qualquer chance de conflito com o Supremo. A tendência é de que o presidente aguarde a decisão da Corte, cujo relator do caso é o ministro Luiz Fux.Battisti voltou no domingo à noite para Cananeia, cidade histórica de 12 mil habitantes localizada no litoral sul de São Paulo. Desde que saiu de Embu das Artes, na Grande São Paulo, há mais de um ano, ele divide o tempo entre a cidade litorânea e São José do Rio Preto, no interior, onde moram sua mulher e o filho de 4 anos. Nos documentos enviados à Justiça, o endereço de Battisti é o de São José do Rio Preto.Na semana passada, ele foi detido com mais dois amigos quando tentava atravessar a fronteira com a Bolívia em Corumbá, em Mato Grosso do Sul, com US$ 6 mil e ¤ 1,3 mil. Ele ficou preso sob a acusação de evasão de divisas. Foi solto depois por ordem do Tribunal Regional Federal da 3.ª Região.Em recente entrevista à TV Tribuna, de Santos, o italiano classificou a prisão como uma “armadilha” e disse que, por lei, tem o direito de sair do Brasil quando quiser.

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