12 de outubro de 2017, 08:50

BRASILPaulo Wanderley assume presidência do COB

Foto: Reprodução/Agência Brasil

Paulo Wanderley, vice-presidente da entidade desde o começo do ano

Com a renúncia de Carlos Arthur Nuzman apresentada hoje (11), o Comitê Olímpico do Brasil (COB) será presidido por Paulo Wanderley, vice-presidente da entidade desde o começo do ano.A carta de renúncia de Nuzman foi lida por seu advogado, Sergio Mazzillo, durante assembleia extraordinária do COB. Nuzman é investigado pela Polícia Federal (PF) na operação Unfair Play – Segundo Tempo, que apura o pagamento de propinas no processo de escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos 2016. Ele foi detido na última quinta-feira (5) e está preso preventivamente.Paulo Wanderley, de 67 anos, foi presidente da Confederação Brasileira de Judô entre 2001 a 2017. Em entrevista após a assembleia extraordinária do COB, ele elogiou a trajetória de Nuzman e disse que não pode prometer superar sua contribuição para o desenvolvimento do esporte brasileiro, que seria incalculável. Wanderley disse que trabalhará em favor da credibilidade e do repeito do COB. “É uma coisa eu acho que posso implementar. Dar mais segurança ao nosso público de que as coisas serão corretas. Haverá cobrança interna. Aqui se delega, mas se fiscaliza”.Durante a assembleia, foi criada uma comissão para propor uma reforma do estatuto do COB em 45 dias, que deve alterar o processo eleitoral na entidade. Uma das mudanças deverá ser o aumento da participação dos atletas e regras menos rigorosas para composição das chapas para o comando da instituição.O novo presidente do COB disse que pretende ficar no cargo pelo menos até 2020 e não descartou uma tentativa de reeleição para um novo mandato, que iria até 2024. Aprovada em 2013, a Lei 9.613 estabelece que dirigente de entidade que receba dinheiro público só tem direito a uma reeleição.“Eu fui eleito para um mandato de quatro anos, um ciclo olímpico, de acordo com o estatuto. A intenção, a pretensão e a legalidade estatutária, prevê mandato de quatro anos, o qual eu pretendo cumprir”, disse Paulo Wanderley.

Estadão

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